De braço-direito a “líder da oposição interna”

Mais de 20 anos de aliança entre André Ventura e Nuno Afonso chegaram ao fim. Exoneração do chefe de gabinete abriu uma guerra no Chega e Afonso já é visto como alternativa pelos críticos do presidente.



Nuno Afonso, amigo de André Ventura há mais de 20 anos e um dos pilares da fundação do Chega, é visto pelos críticos do partido como um “líder da oposição interna” após ter sido afastado do cargo de chefia no gabinete parlamentar. A demissão põe fim a um “casamento” político de longos anos, mas a separação já se antevia.

Apesar de ter sido exonerado do cargo no Parlamento, Afonso mantém-se como militante e nada o impede de se candidatar no futuro e voltar a subir na máquina do partido. Agora é, aliás, visto como um “rosto para liderar uma oposição interna”, diz ao NOVO Alexandre Fernandes, presidente da mesa de jurisdição do Chega do Porto, que foi suspenso há cerca de um mês. O dirigente local espera que agora, com “alguém que se assume contra os autoritarismos dentro do partido”, o Chega consiga “regressar à matriz inicial e lutar contra o sistema viciado”.

Quem também vê Nuno Afonso como “um líder alternativo a Ventura, sem que se tenha posto em bicos de pés para tal”, é Nelson Dias Silva, fundador do Chega e conselheiro nacional. “Ventura só se rodeia dos yes-men que não lhe fazem frente e o Nuno Afonso não faz parte dessa equipa. É alguém com a fibra e o carácter que faltam ao líder do partido”, diz ao NOVO, sem recear consequências, apesar de ter sido suspenso esta semana e de a comissão de ética ter proposto a sua expulsão.

Leia a notícia na íntegra na edição do NOVO que está, esta sexta-feira, dia 13 de Maio, nas bancas.

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