Costa insiste na subida de 20% dos salários. “Não há outro remédio”, diz o primeiro-ministro

António Costa considerou a medida inevitável. Também anteviu “um aumento histórico” das pensões em 2023.



O primeiro-ministro, António Costa, mantém o compromisso de subir os salários em 20% nos próximos quatro anos. O líder do Executivo participou na conferência CNN Portugal Summit, em Lisboa, e foi questionado relativamente a esse compromisso.

“Não há outro remédio”, respondeu Costa. “Eu fico surpreendido com a surpresa que a minha afirmação constitui. O salário médio nos últimos anos subiu precisamente 22%. Aquilo que é necessário é manter o ritmo de crescimento salarial que temos tido nos últimos anos”, salientou.

Sobre o compromisso com a subida dos salários, o primeiro-ministro explicou que o que está em causa é a necessidade de captar e reter talento. “Esta nova geração não está disponível para as cargas horárias que as empresas estão habituadas a praticar. Os jovens não querem o estilo de gestão autoritário e pouco criativo. Os jovens podem ter alternativas. As empresas não têm”, referiu António Costa.

Além de defender o aumento dos salários, o governante assegurou que o Governo vai cumprir a lei e que em 2023 vai haver “um aumento histórico” das pensões.

“Um aumento pela conjugação de se registar este ano um valor anormalmente alto do crescimento, muito por efeito comparativo do ano passado, e um aumento histórico também muito significativo da taxa de inflação”, indicou. “Estes dois efeitos conjugados vão gerar um grande aumento das pensões de reforma no próximo ano. Isso são dados que nós sabemos.”

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