Costa, as autárquicas e o OE2022: “Não creio que seja perturbador do processo orçamental”

Secretário-geral do PS garante que, seja qual for o resultado, vai “sempre dar um abraço a Fernando Medina”. Além disso, admitiu que “um mau resultado seria o partido deixar de ter a maioria das câmaras e freguesias”.



O primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, já chegou à sede do Partido Socialista para assistir ao desenrolar da noite eleitoral, sem avançar com previsões concretas, mas assumindo expectativas: que os socialistas sejam os mais votados.

“Se o PS, hoje, como é provável, voltar a ser o partido com o maior número de câmaras e freguesias, creio que será a primeira vez que um partido ganha pela terceira vez consecutiva as eleições autárquicas”, declarou no Largo do Rato, em Lisboa, acrescentando: “Um mau resultado seria deixarmos de ser o partido a ter a maioria das câmaras e freguesias.”

Ainda assim, fez questão de sublinhar que, independentemente do resultado na Câmara de Lisboa, vai “sempre dar um abraço a Fernando Medina”, que procura continuar na liderança da autarquia.

Nas declarações aos jornalistas, o líder do Governo rejeitou ainda temer que o resultado eleitoral possa influenciar as negociações para o Orçamento do Estado com os partidos de esquerda. “O PCP sempre deixou claro que não misturava [os assuntos]. As eleições são praticamente irrelevantes para o BE”, defendeu, rematando: “Não creio que seja perturbador do processo orçamental.”

Recorde-se que, na parte da manhã, quando foi votar, o também primeiro-ministro garantiu que não estava nos seus planos abandonar a liderança do PS. “Seguramente, não foi a minha última campanha eleitoral. Estou 200% empenhado em governar o país. Quanto ao PS, fui reeleito para novo mandato e vou cumpri-lo.”

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