Chega quer que 25 de Novembro seja feriado nacional

Partido sustenta que “passados quase cinco décadas sobre o processo revolucionário, importa clarificar que a liberdade não tem donos nem tutores, pertencendo a todos quantos de uma maneira ou de outra contribuíram para que Portugal se tenha transformado num país livre”.



O Chega submeteu esta quinta-feira um projecto de lei em que volta a pedir a consagração do dia 25 de Novembro como feriado nacional obrigatório, considerando ser um “imperativo que se faça justiça ao dia e a todos quantos neste dia impediram que Portugal, tendo saído de uma ditadura, entrasse definitivamente noutra”.

O projecto de lei em causa determina que o 25 de Novembro seja incluído na lista de feriados nacionais obrigatórios, juntando-se ao 1.º de Janeiro, à terça-feira de Carnaval, à Sexta-Feira Santa, ao Domingo de Páscoa, ao 25 de Abril, ao 1.º de Maio, ao Corpo de Deus (festa móvel), ao 10 de Junho, ao 15 de Agosto, ao 5 de Outubro, ao 1.º de Novembro e aos dias 1, 8 e 25 de Dezembro.

Na exposição dos motivos, o Chega sustenta que “passados quase cinco décadas sobre o processo revolucionário, importa clarificar que a liberdade não tem donos nem tutores, pertencendo a todos quantos de uma maneira ou de outra contribuíram para que Portugal se tenha transformado num país livre, ainda que essa mesma liberdade outrora alcançada pareça de novo hoje ameaçada”.

Para André Ventura, a consagração deste feriado nacional representaria “a mais honesta e legítima homenagem ao Regimento de Comandos da Amadora, bem como a todos aqueles que a 25 de Novembro de 1975, directa ou indirectamente, contribuíram para que hoje possamos festejar o dia em que a liberdade, de facto, e após muitas dezenas de anos, nos foi finalmente devolvida”.

O partido submeteu ainda outro projecto de lei pela instauração da celebração solene do 25 de Novembro, notando que o Estado português teima “em querer continuar a omitir, no destaque e comemoração que lhe é devidamente merecido, a sua existência e importância”.

O Chega defende que “passadas praticamente cinco décadas sobre a revolução” e “sendo já desejável senão mesmo exigível que se olhe para a mesma com o distanciamento, frieza e objectividade que só os anos trazem sobre períodos desta natureza”, importa que seja dado ao 25 de Novembro o “destaque que a data merece”, sobretudo num momento em que se encontra “já em marcha o planeamento dos festejos comemorativos do cinquentenário da revolução”. “Nada poderá ser mais divisivo do que querer continuar a esconder ou apagar parte do que e dos que contribuíram para que a comemoração maior hoje se pudesse fazer passados cinquenta anos”, sublinha o partido.

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