Chega quer estudo sobre comunidades ciganas

Os 12 deputados do Chega deram entrada a um projecto de resolução onde apelam à realizam de um estudo actualizado sobre a caracterização das comunidades ciganas residentes em Portugal.



A terceira força política nacional apelou ao Governo que promova, já em 2022, a realização de um novo estudo nacional sobre as comunidades ciganas “que assegure a participação da sociedade civil”.

No texto do diploma, que deu entrada na Assembleia da República no passado dia 11, o Chega explica que “nos últimos anos tem-se adensado o debate em torno das questões que dizem respeito às minorias, muito em particular no que diz respeito à comunidade cigana”.

Considerando que os estudos disponíveis são insuficientes, o partido recorda que, até à data, foi apenas realizado uma análise, entre 2013 e 2014, pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e pelo ACIDI (agora denominado de ACM – Alto Comissariado para as Migrações). “Este mesmo estudo, no que respeita ao apuramento geográfico da comunidade cigana no nosso país, exceptuando os municípios de Almada, Cascais, Loures, Porto e Setúbal, não apresentou dados quantitativos capazes de permitir conclusões objectivas”, alega.

O Chega quer, por isso, que seja feita uma “actualização dos dados” que permita compreender a “evolução destes e outros indicadores desde 2013/2014 até aos dias de hoje”. Só assim “conseguiremos cabalmente permitir uma avaliação da integração desta comunidade na sociedade portuguesa, e não, ao contrário do que alguns tantos dizem, que a defesa desta necessidade represente um qualquer ímpeto xenófobo, discriminatório ou passível de consubstanciar ódio racial”.

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