CDS critica decisão “imponderada” do fim dos testes gratuitos à covid-19

Centristas consideram a decisão do Ministério da Saúde “imponderada” e um “erro grave” que só agrava “o já insustentável problema das urgências”, para onde estarão a ser orientados pacientes com suspeitas de infecção.



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O CDS repudia a “imponderada” decisão do Ministério da Saúde de pôr fim à gratuitidade dos testes profissionais à covid-19 feitos nas farmácias e pede que o governo volte a implementar a medida “com carácter de urgência”.

Os centristas apontam que o Ministério da Saúde “tem sido incapaz de lidar - quanto mais resolver - o sério problema das urgências hospitalares, limitando-se a afirmar que é um problema ‘complexo’ ou que não se resolve com um ‘passe de mágica’”. E reconhecendo a complexidade da questão, defendem que o problema “também não se resolve sem que nada se faça ou cometendo erros graves, como os recentemente adotados em relação à covid-19”.

O fim dos testes gratuitos à covid-19 aliado ao “alegado mau funcionamento do SNS24” - que estará a orientar doentes com suspeita de infecção para as urgências hospitalares para realizarem um teste diagnóstico - , “apenas agrava o já insustentável problema das urgências e, mais importante, do acesso dos doentes realmente urgentes aos cuidados de saúde de que necessitam”.

Por isso, além de sugerir o regresso dos testes gratuitos à covid-19 “nos moldes anteriormente preconizados”, o CDS pede uma auditoria, também urgente, ao desempenho de referenciação, por parte do SNS24, aos serviços de urgência hospitalares.

Numa altura em que se “começa a desenhar uma sexta vaga da pandemia” no país, com cerca de 17 mil casos por dia, também o especialista Carmo Gomes defendeu, em declarações à Antena 1, que se impõe “uma reflexão sobre a necessidade de se voltar atrás” em relação à gratuitidade dos testes nas farmácias.

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