CDS com 1%? “Foi uma piada de véspera de eleições, só pode”

Francisco Rodrigues dos Santos desvaloriza as sondagens que indicam queda do CDS nestas eleições e mantém-se confiante de que o partido vai surpreender. “Estou certo de que, no domingo, o eleitorado conservador e democrata-cristão vai votar em massa no partido de sempre, pelas mesmas razões de sempre”, disse.



O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, desvalorizou a sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e para o Expresso que dá aos centristas apenas 1% das intenções de voto nas eleições de domingo e a possibilidade de não eleger qualquer deputado. “Essa sondagem é a sério ou é a brincar?”, reagiu, na manhã desta sexta-feira, durante uma acção de campanha no mercado de Alvalade, em Lisboa. “Foi uma piada de véspera de eleições, só pode ser”, acrescentou, mostrando-se bem-disposto.

Ao lado de José Ribeiro e Castro, o líder centrista aproveitou para citar Paulo Portas e recordar que as sondagens sempre desvalorizaram o CDS. “A nossa gente aprendeu a defender-se dessas sondagens, já não liga”, disse. Rodrigues dos Santos lembrou que, ao longo da história, “muitos vaticinaram” a morte do CDS – “como, de resto, acontece nesta sondagem” –, mas que o partido “sempre soube afirmar-se em urnas”. Desta vez, acredita, não será diferente: “Estou certo de que, no domingo, o eleitorado conservador e democrata-cristão vai votar em massa no partido de sempre, pelas mesmas razões de sempre.”

Tentando contrariar as narrativas das sondagens, questionou os jornalistas: “E se isto corre bem ao CDS? E se, uma vez mais, os seus eleitores vão às urnas e desmentem as sondagens?” O líder partidário defendeu também que “o verdadeiro voto anti-sistema, nestas eleições, é o voto no CDS”. “É o voto que o sistema no seu conjunto, com estas sondagens, quer dizer-lhe que já não existe. E a nossa gente não gosta de ser espezinhada. Tenho a certeza absoluta de que, no domingo, lá estará para votar no CDS”, enfatizou.

Rodrigues dos Santos procurou ainda apelar ao voto e à mobilização do eleitorado, argumentando que o partido representa “a direita certa para Portugal”, uma “direita que tem responsabilidades sociais” e que “rejeita os fanatismos populistas e demagógicos”.

Questionado sobre se convidou a sua antecessora Assunção Cristas para o comício de encerramento da campanha eleitoral, Rodrigues dos Santos respondeu apenas que o partido convidou todos os militantes a estarem presentes. “E todos aqueles que quiserem ajudar o partido nesta hora de urgência estarão presentes, e eu ficarei muito honrado por contar com todos aqueles que sentem que são úteis ao partido”, terminou.

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