Carlos Moedas: “Passos Coelho pode dar muita coisa ao país”

Em entrevista ao NOVO, o candidato à Câmara Municipal de Lisboa com as cores do PSD e do CDS acusa ainda o principal oponente, Fernando Medina, de “ter um olho” no cargo de primeiro-ministro, o que faria interromper o mandato prematuramente.

A frase é suficientemente ampla para nela caberem várias hipóteses, mas a “admiração” é indisfarçável. Para Carlos Moedas, Pedro Passos Coelho “pode dar muita coisa ao país”. Na óptica do candidato da coligação PSD/CDS/Aliança/MPT/PPM à Câmara Municipal de Lisboa, manifestada numa entrevista ao NOVO, que poderá ler na edição impressa desta semana, o antigo primeiro-ministro, em cujo governo exerceu funções, “seria excelente em qualquer cargo”, até porque “é um homem ainda muito novo, com muita energia”.

Embora seja tão conotado com o chamado passismo, o ex-comissário Europeu (que tinha a pasta da Investigação, Ciência e Inovação), garante que Rui Rio é “um activo” da sua candidatura, sobretudo pela “experiência” que o actual presidente do PSD teve como líder do executivo camarário do Porto. Contudo, na Conversa Soão desta semana, não arrisca adiantar se algum dia será ou não candidato ao lugar que Rio ocupa na São Caetano.

Duras são as considerações que Moedas reserva para o principal adversário. Segundo o social-democrata, Fernando Medina, “neste momento, não é sequer presidente da câmara”, por duas razões principais. A primeira por ter ficado diminuído após o famoso caso da cedência de dados de manifestantes à embaixada e ao governo da Rússia; a segunda porque está sempre a ver o que o poder central – António Costa, leia-se – “quer para seguir esses passos”.

Embalado, o principal challenger de Medina afirma mais. “Medina tem um olho em ser primeiro-ministro”, alerta. Ao votar no autarca socialista, explica Moedas, qualquer lisboeta “tem de se ter muito cuidado” porque “ele não vai ficar na câmara até ao fim” do mandato.

$!Carlos Moedas: “Passos Coelho pode dar muita coisa ao país”
Ler mais
PUB