António Costa põe Eduardo Cabrita a prazo

O destino do ministro da Administração Interna está traçado. Quatro anos depois de assumir a pasta, recheada de polémicas que o colocaram na berlinda, Eduardo Cabrita está de saída – e pode acelerar a remodelação, que Costa só queria fazer depois das autárquicas. No Executivo há governantes “à deriva” e no PS reivindica-se um “verdadeiro número dois”. Belém está às escuras sobre remodelação.

Tanto nos gabinetes ministeriais como nos corredores do Rato há um dado adquirido: a saída de Eduardo Cabrita do Ministério da Administração Interna está iminente. Com a acumulação de polémicas – desde o caso das golas inflamáveis, que culminaram na demissão do secretário de Estado Artur Neves, passando pela morte de Ihor Homeniuk nas instalações do SEF no aeroporto de Lisboa –, o governante vem acusando o desgaste do mandato. E a próxima remodelação é o timing perfeito para a sua saída de cena.

“Tanto António Costa como o próprio Eduardo Cabrita sabem a posição em que o ministro se encontra. E ele não quer continuar como MAI”, frisa uma fonte socialista que o conhece bem. Contudo, o governante não pretende deixar a pasta na mó de baixo – e pela proximidade que tem com o primeiro-ministro, com quem priva desde os tempos da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a sua saída será sempre concertada com o líder do Governo.

O calendário da renovação é a grande incógnita. Apesar de o refrescamento do Executivo ter sido apontado para 2022, já há no Governo e no PS quem veja sinais de uma remodelação antecipada. De acordo com várias fontes ouvidas pelo NOVO, as mudanças no Executivo só acontecerão após a presidência da União Europeia terminar, no final deste mês. Das duas, uma: ou ocorrem pouco antes das autárquicas ou depois do acto eleitoral.

Leia o artigo na íntegra na edição impressa do NOVO, nas bancas a 11 de Junho de 2021.

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