António Costa garante que “governará com maioria ou sem maioria da mesma forma”

Secretário-geral do PS considera que o debate frente a Rui Rio foi “esclarecedor” e acusa o principal partido da oposição de ter duas medidas “perigosas” no seu programa: uma relativa ao SNS e outra sobre o combate à corrupção.



O secretário-geral do PS, António Costa, garantiu esta quinta-feira que assumirá o governo do país caso o PS ganhe as eleições e independentemente de ter maioria absoluta ou maioria simples. No final do debate frente a Rui Rio, o também primeiro-ministro criticou ainda o programa económico apresentado pelo PSD, considerando o mesmo “um jogo de números”.

“O que as sondagens apontam como mais provável é o PS ganhar. Acontecendo, há duas hipóteses: ou temos maioria ou não temos maioria. Em qualquer dos casos, o primeiro-ministro será António Costa. E esse governará com maioria ou sem maioria da mesma forma, como o fez na Câmara de Lisboa”, disse após o frente-a-frente, acrescentando: “É essa maioria de diálogo que pretendemos construir. E tenho a confiança, porque percebo os portugueses, que estes percebem bem o que está em jogo. No momento em que enfrentamos ainda uma crise pandémica, com uma crise social e económica muito grande, a situação de instabilidade devido à Rússia e à Ucrânia, do que menos precisamos é de instabilidade no nosso país.”

Com essa ideia como fundo, Costa deixou então um apelo aos portugueses: “Vamos resolver rapidamente esta absurda crise política que não tem nenhuma justificação. Os portugueses têm a oportunidade de não delegar nos partidos a resolução da crise, indo resolvê-la eles mesmos.”

Para o primeiro-ministro, o “debate foi esclarecedor” e permitiu perceber que “não só o PS tem um Orçamento do Estado pronto a aplicar e que tem benefícios imediatos para os portugueses como o PSD tem duas medidas perigosas” no seu programa. “A ideia de que o SNS deixe de ser tendencialmente gratuito e que a classe média passe a pagar o acesso ao mesmo. Isso significa afastar a classe média do SNS e passar a que este seja apenas para pessoas remediadas. Além disso, sendo uma prioridade para todos o combate à corrupção, esta tentativa do PSD de controlar o Conselho Superior da Magistratura é altamente perigosa e deve ser rejeitada.”

António Costa defendeu ainda que “ficou patente que toda a estratégia económica do PSD assenta numa falácia, num jogo de números”. E rematou: “Rui Rio pega no crescimento ao longo de 20 anos, divide por 20 e faz uma média anual a 20 anos. Só faz isto para esconder a realidade dos últimos seis.”

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