André Ventura quer eleições a 16 de Janeiro. “É o que melhor serve o interesse nacional”

Líder do Chega acusou o primeiro-ministro de estar agarrado ao poder e defendeu que o fim da gerigonça ficou provado no tom agressivo das respostas de Costa ao PCP e ao BE.



O presidente do Chega, André Ventura, considera que, caso o país enfrente eleições legislativas antecipadas convocadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, após o chumbo do Orçamento do Estado para 2022, as mesmas devem realizar-se tão rápido quanto possível, mesmo que isso coloque em causa os interesses dos partidos que estão em disputas internas, como o próprio partido que lidera, o PSD e o CDS.

“Devemos pôr de lado os nossos meros cálculos pessoais e na reunião que teremos com o Presidente da República defenderemos que só eleições o mais rápido possível poderão sanar o que aconteceu hoje”, declarou aos jornalistas, num momento em que defendeu que os partidos da direita devem adiar os seus congressos. “É o que melhor serve o interesse nacional, mesmo que prejudique os interesses partidários”

Nas mesmas declarações, acusou António Costa de estar “agarrado ao poder” e considero que o primeiro-ministro respondeu com mais “agressividade” a PCP e a BE do que à própria direita. Uma atitude que, considera Ventura, demonstra que a geringonça morreu, mas que não levou o primeiro-ministro a tirar ilações políticas. “António Costa preferiu encostar o Presidente da República à parede”, acusou.

Esta quarta-feira, a proposta de Orçamento do Estado para 2022 apresentada pelo Governo de António Costa foi chumbada com os votos contra de PSD, CDS, BE, PCP, Os Verdes, Iniciativa Liberal e Chega. O PAN e as deputadas não inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues abstiveram-se. O PS foi o único partido a votar a favor do documento.

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