André Ventura: “Compreendo que a questão interna do PSD seja se há acordo com o Chega”

Impedir a “mexicanização de Portugal”, com o PS no poder mais 20 ou 30 anos, é um desafio que André Ventura entende justificar uma conferência entre os líderes de PSD, Chega e Iniciativa Liberal para definir as bases de uma alternativa de governação. “Nem que seja preciso estarmos um mês sentados à mesa”, acrescenta quem conta ganhar eleitores mas admite ser difícil ultrapassar um PSD “muito enraizado a nível local”.

Numa altura em que o PSD está prestes a escolher o seu próximo líder, André Ventura aponta, numa entrevista ao NOVO que teve lugar no restaurante Soão, a necessidade de uma conferência das direitas destinada a definir pontos comuns para que exista uma alternativa de governo.

“Estou convencido de que é impossível, nos próximos anos, o PSD conseguir sozinho maioria para governar. Mesmo com a IL, pois, no máximo, o CDS elegerá um deputado. Portanto, compreendo que a questão interna do PSD seja se há ou não acordos com o Chega”, diz o presidente do Chega.

Considerando que o “que vai marcar a política nos próximos anos é a capacidade de entendimento ou não que o PSD e o Chega terão de ter para haver alternativa”, Ventura defende a existência de uma conferência de direitas. “Não digo que seja agora, pois, em princípio, este governo vai durar quatro anos, mas para o ano ou no seguinte tem de haver capacidade de nos sentarmos e de vermos que temos algo em comum: somos do espaço não socialista e temos uma alternativa de governo não socialista”, sublinha.

“O próximo líder do PSD tem de pensar se quer satisfazer o ego e a malta chique urbana que acha que com o Chega não, ou formar uma alternativa de governo para sermos capazes de afastar António Costa”, vinca.

Já sobre os candidatos à sucessão de Rui Rio, Ventura considera que “Jorge Moreira da Silva é o Rui Tavares da direita. É uma espécie de chique urbano, gosta de conversas intelectuais, mas aposto que não sabe quanto recebem os pensionistas que vivem ao lado dele. Quer fazer do PSD o mesmo que Rio tentou e, provavelmente, vê o PSD como via Fernando Nogueira, que sucedeu a Cavaco Silva. Costumava chamar a Rui Rio o contabilista da direita. Jorge Moreira da Silva, e digo-o com todo o respeito, vai ser o cromo da direita. É uma péssima escolha para o PSD”.

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