À terceira não foi de vez: Chega volta a falhar eleição de vice-presidente da AR

Terceiro candidato, terceiro chumbo: o terceiro partido mais votado nas últimas legislativas voltou a falhar a eleição de um vice-presidente do Parlamento, apesar do apelo ao voto favorável por parte do líder parlamentar do PSD.



O Chega voltou a falhar, esta quinta-feira, a eleição de um vice-presidente do Parlamento, apesar de Rui Paulo Sousa, o deputado e candidato deste partido, ter recolhido mais 30 votos do que os deputados que foram indicados por esta bancada no início da legislatura.

De acordo com o resultado anunciado no final do plenário, Rui Paulo Sousa, deputado eleito por Lisboa e vice-presidente da bancada do Chega, obteve 64 votos favoráveis e 137 brancos, quando precisava de 116 votos a favor para ser eleito.

Votaram 213 dos 230 deputados, numa eleição feita por voto secreto em urna.

Ao contrário das duas anteriores votações, em que o PSD deu liberdade de voto aos seus deputados, o líder parlamentar social-democrata, Joaquim Miranda Sarmento, apelou esta quinta-feira ao voto favorável da sua bancada no candidato do Chega, invocando a “prática parlamentar” que atribui esse cargo aos quatro partidos mais votados.

Se todos os deputados do Chega (12), IL (oito) e PSD (77) tivessem votado a favor de Rui Paulo Sousa, este teria recolhido 97 votos favoráveis.

PSD recomendou voto favorável

Joaquim Miranda Sarmento, líder parlamentar do PSD, apelou esta quinta-feira aos deputados sociais-democratas para que votassem a favor do candidato apresentado pelo Chega para ocupar o cargo de vice-presidente da Assembleia da República.

De acordo com um email interno, este incentivo é justificado por aquilo que Miranda Sarmento qualifica como “prática parlamentar” que atribui esse cargo aos quatro partidos mais votados.

“Nesse sentido, a direcção do grupo parlamentar apela às senhoras e senhores deputados que votem a favor da candidatura apresentada nas eleições que se realizam hoje”, de acordo com o email remetido por Joaquim Miranda Sarmento aos deputados, noticiado por alguns órgãos de comunicação social e a que a Lusa teve acesso.

Este economista e deputado defende que o PSD “nunca inviabilizou as candidaturas apresentadas por todas as forças políticas que se encontraram nessa situação” e que “a prática parlamentar estabelecida desde sempre atribui aos quatro partidos mais votados a possibilidade de indicarem um deputado para exercer a vice-presidência da Assembleia da República”.

Após a rejeição do Parlamento aos nomes dos deputados Diogo Pacheco de Amorim e Gabriel Mithá Ribeiro para ocuparem um dos cargos de vice-presidente da Assembleia da República, o Chega avançou esta quinta-feira com a terceira tentativa para eleger um dos seus deputados para o cargo. Mais uma vez, o partido não recolheu votos suficientes para esta eleição.

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