Vítor Fernandes e António Ramalho alvo de buscas no âmbito da operação que envolve Vieira

No dia em que se iniciaram as buscas no âmbito da operação Cartão Vermelho, na passada quarta-feira, Vítor Fernandes, António Ramalho e outros administradores do Novo Banco foram igualmente alvo de buscas.

O presidente indigitado por António Costa para o Conselho de Administração do Banco de Fomento, Vítor Fernandes, foi alvo de buscas no âmbito da Operação Cartão Vermelho, que envolve o presidente do Benfica, actualmente suspenso de funções, Luís Filipe Vieira, avança o Observador.

No dia em que se iniciaram as buscas no âmbito desta operação, na passada quarta-feira, António Ramalho e outros administradores do Novo Banco foram igualmente alvo de buscas.

O Ministério Público, recorde-se, está a investigar os créditos concedidos pelo Novo Banco a Luís Filipe Vieira. O presidente do Benfica auto-suspenso está neste momento em prisão domiciliária, até prestar uma caução de três milhões de euros, de acordo com as medidas de coacção anunciadas este domingo pelo juiz Carlos Alexandre.

Chega diz que Vítor Fernandes não deve liderar Banco de Fomento
O partido Chega defendeu esta segunda-feira que o banqueiro Vítor Fernandes “não tem condições” para liderar o Banco de Fomento, lembrando as ligações a Luís Filipe Vieira e a Armando Vara e o “interesse público” desta entidade financeira.

“Face às notícias vindas a público nos últimos dias, parece evidente que Vítor Fernandes não tem condições para assegurar qualquer cargo executivo no Banco de Fomento, sobretudo tendo em conta as funções de natureza pública e de interesse público daquela organização”, refere-se no comunicado do Chega.

“Para além das ligações à operação Cartão Vermelho, são notórias as conexões a Armando Vera, também elas altamente desaconselhadas”, acrescenta-se no texto, que defende que o banqueiro não chegue a ocupar o cargo para o qual foi proposto pelo Executivo.

“Por tudo isto, o Chega reitera ao Governo a imperiosa necessidade de assegurar que Vítor Fernandes cessa de imediato qualquer função executiva no Banco de Fomento ou em qualquer instituição bancária, sendo esta a única forma de garantir que não assistiremos no futuro próximo a uma desestabilização ainda maior do sistema bancário e financeiro”, conclui-se na nota hoje enviada às redações.

O comunicado do Chega surge no mesmo dia em que o Bloco de Esquerda (BE) criticou o Governo por nomear Vítor Fernandes para a liderança do Banco do Fomento, lembrando as alegadas ligações do responsável ao presidente suspenso do Benfica, Luís Filipe Vieira, assim como a Iniciativa Liberal, que defendeu esta segunda-feira que Vítor Fernandes não tem condições para desempenhar as funções.

Luís Filipe Vieira, que entretanto se auto-suspendeu do exercício dessas funções, foi um dos detidos na quarta-feira no âmbito da operação Cartão Vermelho, que investiga suspeitas de crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Enquanto arguido, foram-lhe aplicadas como medidas de coacção a prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros, a proibição de sair do país, com a entrega do passaporte, e de contactar com os outros arguidos do processo, à excepção do filho, e ainda, entre outros, com Vítor Fernandes.

Com Lusa

Ler mais
PUB