Um terço dos médicos de família ainda tem reservas sobre medicamentos genéricos

Estudo revela ainda que um quarto dos profissionais inquiridos tem dúvidas sobre a sua composição em relação aos fármacos originadores.



Um em cada três médicos de Medicina Geral e Familiar inquiridos num estudo sobre medicamentos genéricos ainda apresenta algumas reservas relativamente à sua eficácia. Um quarto dos médicos tem dúvidas sobre a sua composição em relação aos fármacos originadores.

O estudo, promovido pela APOGEN — Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares, foi realizado pela GfK Metris em Março e Abril deste ano. Envolveu uma amostra de 801 utentes com 55 ou mais anos, 300 médicos de Medicina Geral e Familiar e 300 farmacêuticos comunitários a exercer em Portugal continental.

“O estudo pretendeu aferir os determinantes, as barreiras e os facilitadores no processo de adopção dos medicamentos genéricos (MG) em Portugal, principalmente nesta fase pós-pandemia em que o país e os cidadãos enfrentam incerteza e grandes constrangimentos financeiros e o Serviço Nacional de Saúde sofre a pressão do retomar das actividades assistenciais”, explica a APOGEN.

Os resultados do inquérito apontam que 85% dos utentes e 80% dos médicos de família consideram a existência de medicamentos genéricos como “positiva” ou “muito positiva”, destacando como principal vantagem o preço.

Mas, apesar dos genéricos existirem em Portugal há mais de 20 anos e sob a mesma regulamentação legal dos medicamentos originadores, um terço dos médicos de família apresenta algumas reservas sobre a sua qualidade/eficácia.

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