SIRESP garante não ter falhado nos incêndios deste ano

Presidente do SIRESP admite existir “falta de entendimento do funcionamento da rede”. A situação pode reverter-se com a aplicação de formações sobre a rede.



Paulo Viegas Nunes, o presidente do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), explicou aos jornalistas na sede do SIRESP o funcionamento da rede, referindo que esteve sempre a funcionar mesmo quando tudo possa ter ardido à volta.

Na explicação do funcionamento da rede foi referido que os “rádios” têm mais funções além da comunicação, como a de repetidor. O presidente do SIRESP acrescentou também que “a rede está a funcionar permanentemente” e isso não foi contrariado no incêndio da serra da Estrela, nem no incêndio de Leiria.

Indicou ainda que o SIRESP não rejeita chamadas. A rede tem um sistema de fila de espera. Quando uma chamada não é atendida de imediato entra em fila de espera, ocorrendo por vezes um erro por parte dos operacionais que clicam novamente na “partilha de falar” fazendo com que a chamada volte a entrar no fim da fila.

Paulo Viegas Nunes diz existir uma “falta de entendimento do funcionamento da rede”, destacando que o SIRESP está a tentar reverter essa situação através de formações que já decorreram ou que irão decorrer.

O SIRESP tem cerca de 37 mil utilizadores (especialmente Protecção Civil, GNR e PSP) e pode ir até 53 mil, tanto mais que tem solicitações de entidades que não estão directamente ligadas a emergência e segurança do Estado.

Na semana passada, o Governo anunciou que o SIRESP vai ter um novo investimento de 4,2 milhões de euros em equipamentos para assegurar as comunicações via satélite em caso de falha dos circuitos terrestres.

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