Restrições nas prisões devido à covid-19 vão ser aliviadas

Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais justifica o alívio de restrições com a actual situação no país e com a elevada taxa de cobertura vacinal de reclusos, jovens internados e trabalhadores.



A Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) aliviou esta segunda-feira algumas das restrições em vigor nas prisões devido à covid-19, mantendo a obrigatoriedade de 24 horas de pausa para entrega de encomendas aos reclusos.

Numa directiva para rever o plano de contingência, a DGRSP alivia algumas das medidas em vigor, justificando esta decisão com a actual situação no país e com a elevada taxa de cobertura vacinal de reclusos, jovens internados e trabalhadores.

“Há claros sinais de assunção de um novo paradigma na relação com a covid-19 e o sistema prisional não pode ficar alheado das medidas mais ligeiras que um pouco por todo o lado vão sendo preconizadas. Porém, as especificidades dos meios fechados, as comorbilidades e a facilidade com que a doença se propaga em meio institucional obrigam-nos ainda a algumas cautelas”, refere a directiva.

De acordo com o documento, as visitas íntimas apenas são permitidas “aos reclusos que já tenham dose de reforço da vacina ou recuperados da infecção nos últimos 180 dias”. Também as visitas têm de ter certificado digital.

No local das visitas vão ser retirados os acrílicos, mas mantêm-se a obrigatoriedade de máscara e os testes à covid-19, que podem ser PCR ou antigénio, para quem não tem dose de reforço ou certificado de vacinação.

Os serviços prisionais abandonaram ainda o controlo de temperatura para a generalidade das situações e aligeiraram as medidas de rastreio aos colaboradores externos e trabalhadores.

Segundo a directiva, os novos reclusos vão passar a fazer uma quarentena de três dias sem realização de teste, caso tenham a dose de reforço, tendo apenas os novos reclusos sem vacinação de fazer uma quarentena de sete dias e teste.

Ler mais