Reorientação sexual: prometer a cura e oferecer a doença

São padres, psicólogos ou psiquiatras, entre outros. Em Portugal há quem prometa converter homossexuais. Chamam-lhes terapias de reorientação sexual e baseiam-se na ideia de que a homossexualidade é uma doença e tem cura. A teoria não só não tem evidência científica como é desmentida por médicos e organizações de saúde. Em Portugal, o Parlamento prepara-se para discutir se é ou não um crime.



“Naquela altura não pensava em sexo. Nem em nada que estivesse relacionado com sexualidade.”

António tinha seis anos quando, pelas mãos dos pais, foi levado a uma consulta de pedopsiquiatria. Em vez disso, foi alvo de uma terapia de choque: “A psiquiatra dizia- -me que as pessoas iam fazer-me mal. Que ia acabar no hospital, com sida. Perguntava-me se eu achava normal. Perguntava-me se já tinha feito alguma coisa com alguém.” Perguntas que, remata, naquela altura não lhe faziam sentido.

Até àquele dia, aparte o interesse por brinquedos e brincadeiras tradicional e culturalmente associados a meninas, tinha ficado uma infância feliz e sem problemas. Recorda-se do exacto momento em que tudo mudou.

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa do NOVO, nas bancas a 30 de Abril de 2021.

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