Regresso às aulas marcado por greve de professores e funcionários

Protesto contra a precariedade e por melhores condições coincide com o arranque do ano lectivo no ensino obrigatório e termina na sexta-feira.



O arranque do ano lectivo vai ficar marcado por uma greve de professores e pessoal não docente, que se manifestam contra a precariedade e por melhores condições de trabalho. Os avisos de greve do Sindicato de Todos os Professores (STOP), que terminam na sexta-feira, abrangem todos os profissionais de educação, incluindo os trabalhadores do ensino superior.

À Lusa, o coordenador do STOP, André Pestana, explicou que o sindicato decidiu fazer coincidir o período de luta com o começo das aulas no ensino obrigatório, porque este será um ano lectivo marcado pela municipalização da Educação. Para o sindicato, esta medida vai traduzir-se na dispensa de trabalhadores não docentes, que estavam prestes a entrar no quadro.

Segundo André Pestana, o protesto tem ainda como objectivo denunciar os “concursos injustos” de professores que, defende, fazem com que docentes menos graduados ultrapassem outros mais graduados.

O STOP exige ainda que sejam atribuídos subsídios de transporte e de alojamento aos professores colocados longe da sua residência e que sejam aumentados os “salários de miséria” dos assistentes operacionais.

Ler mais
PUB