Portugal “precisa de cidadãos migrantes”, diz Eduardo Cabrita

Ministro da Administração Interna considerou que o país deve privilegiar nas próximas décadas “mecanismos de migração legal, segura e ordenada” para que sejam garantidos os direitos à saúde, habitação e trabalho.



O ministro da Administração Interna considerou esta segunda-feira que Portugal precisa de imigrantes e que deve privilegiar nas próximas décadas “mecanismos de migração legal, segura e ordenada” para que sejam garantidos os direitos à saúde, habitação e trabalho.

“Portugal, um país, como dizem os últimos censos, marcado pelo envelhecimento, precisa de cidadãos migrantes. Por isso deve privilegiar mecanismos de migração legal, segura e ordenada como forma de garantir respeito pelos direitos humanos em domínios tão diferentes como o direito à saúde, à habitação condigna e o direito a relação laborais justas”, disse Eduardo Cabrita na sessão de abertura da conferência internacional Retornos Forçados e Direitos Humanos.

O ministro sustentou que a migração legal é “uma prioridade” que obriga Portugal “a ser inflexível naquilo que é a gestão das fronteiras comuns europeias e o combate a fenómenos criminais que vivem da fragilidade humana extrema”.

Eduardo Cabrita realçou ainda as mudanças registadas em Portugal, que nas últimas décadas passou “a ser um país que recebe cidadãos estrangeiros de múltiplas origens”.

“Portugal, que tinha há 30 anos menos de 100 mil cidadãos estrangeiros, atingiu, mesmo em tempos de pandemia, cerca de 680 mil cidadãos estrangeiros residentes legalmente no final de 2020”, salientou.

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