Portugal é o segundo país da UE onde se sentem mais as consequências da guerra na Ucrânia

Apenas 49% dos portugueses referem que a defesa da democracia e da liberdade tem prioridade face à manutenção do nível de vida contra 59% dos europeus.



Os dados do Eurobarómetro especial do Parlamento Europeu mostram que os portugueses são os segundos da União Europeia que mais sentem as consequências económicas da guerra na Ucrânia, afastando-se assim dos restantes europeus relativamente às prioridades no actual contexto.

Face ao cenário de agravamento das condições económicas, para os portugueses é mais importante manter o nível e a qualidade de vida do que defender a democracia e a liberdade.

Os resultados do Eurobarómetro indicam que os portugueses estão mais preocupados com as consequências da guerra e dizem estar menos preparados para as enfrentarem comparativamente à média europeia. Os números revelam que 57% dos portugueses já sentiram os efeitos da guerra, contra 40% dos europeus.

Na questão sobre a defesa dos valores europeus da democracia e da liberdade, apenas 49% dos portugueses preferem que tenha prioridade, quando comparado com 59% dos europeus. Por outro lado, para 45% dos portugueses a manutenção dos preços e do custo de vida tem prioridade face aos valores comuns europeus, um número superior à média europeia de 39%.

Questionados sobre quais devem ser as prioridades do Parlamento Europeu, 66% dos portugueses elegem como prioridade absoluta a luta contra a pobreza, 53% a defesa da saúde pública e 52% o apoio à economia e à criação de emprego.

Entre outros dados que sobressaem deste Eurobarómetro, nota para o facto de que 80% dos portugueses consideram que é bom o seu país pertencer à União Europeia. Portugal é ainda o terceiro país que tem melhor imagem do Parlamento Europeu, ficando apenas atrás da Irlanda e de Malta.

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