PEV exige “medidas de reforço do Serviço Nacional de Saúde”

Durante o debate do Estado da Nação, Mariana Silva disse que o Governo não se pode queixar de falta de meios, porque estes estão presentes no Orçamento do Estado.



O primeiro-ministro, António Costa, disse, esta quarta-feira, que todos os indicadores apontam para uma recuperação das consultas médicas presenciais, em resposta ao PEV, que exigiu um reforço da contratação no Serviço Nacional de Saúde.

António Costa respondia à deputada do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), Mariana Silva, que na sua intervenção inicial no debate sobre o estado da nação, que decorre hoje no parlamento, alertou o executivo para a necessidade de “medidas de reforço do Serviço Nacional de Saúde, que esteve sujeito nos últimos meses a uma pressão extraordinária”.

“Reconhecemos que sem o SNS, e sem o esforço dos seus profissionais, a população estaria exposta a consequências muito mais gravosas. Mas também temos de reconhecer que nem tudo correu bem e que o desinvestimento de décadas a que a política de direita condenou o SNS, foi posto a nu”, criticou.

Na opinião da deputada, “o Governo agita números para demonstrar sucessos, mas os doentes que continuam a ter consultas pelo telefone, que viram as suas operações adiadas, sem data, ou que aguardam meses a fio por uma consulta de especialidade, não se curam com esses números”.

“E o Governo nem pode dizer que não tem meios. Tem os meios do Orçamento do Estado”, atirou.

Apelando à contratação de recursos humanos para o sector da Saúde, desde médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico ou assistentes operacionais, Mariana Silva alertou que “reconhecimentos e saudações não pagam contas”.

“Foi publicada em Fevereiro uma portaria precisamente com um conjunto de incentivos à recuperação das consultas presenciais e as indicações que temos é que desde então houve já um aumento de 74,9% das consultas de enfermagem e houve 41,4% de aumento das consultas de outra natureza”, começou por responder o primeiro-ministro.

Costa apontou ainda para mais 17% de consultas hospitalares, “de intervenções cirúrgicas mais 36%” e também “uma recuperação geral relativamente às cirurgias não urgentes”.

Também nos cuidados de saúde primários, o primeiro-ministro adiantou que “as consultas não urgentes já tiveram uma recuperação de 27,1%”.

“Ou seja, todos os indicadores significam que estamos a recuperar aquilo que se atrasou durante a pandemia”, sublinhou.

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