Paulo Guichard: “Fugir é um acto de cobardia, encarar é um acto de coragem”

À saída da prisão de Custóias, onde estava desde dia 7, o antigo administrador do Banco Privado Português apontou fragilidades ao caso BPP e disse estar preparado para assumir responsabilidades.



Paulo Guichard saiu esta quinta-feira em liberdade, após o Supremo Tribunal de Justiça ter aceitado o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do antigo número dois de João Rendeiro. À saída da prisão de Custóias, onde estava desde dia 7 de Outubro, disse aos jornalistas que, “globalmente, fugir é um acto de cobardia, encarar é um acto de coragem”.

O antigo administrador do BPP disse que está preparado para assumir responsabilidades pelo erro que cometeu, referindo que o facto de ter voluntariamente regressado a Portugal comprova isso mesmo. Sobre se falou com João Rendeiro, que se encontra em fuga à justiça, garantiu que se tal tivesse acontecido “teria falado com as autoridades”.

Guichard disse ainda que entregou o passaporte à juíza e acrescentou que não tem “nem nunca quis” passaporte brasileiro, “Sou um cidadão português, com muita honra, e assim serei até morrer”, frisou.

Sobre o processo do BPP, em que é arguido, apontou que “há fragilidades que têm de ser assumidas”. “Aquilo que está em causa em termos de penalizações talvez seja muito mais do que a minha consciência me diz, mas as autoridades é que têm de dizer isso”, disse.

Paulo Guichard foi detido à chegada ao aeroporto do Porto. O antigo administrador do BPP foi preso para cumprir a pena de quatro anos e oito meses à qual foi condenado à ordem do processo de falsificação da contabilidade do banco, por seis crimes de falsidade informática e um crime de falsificação de boletins, actas ou documentos. No mesmo dia submeteu um pedido de habeas corpus, por considerar a detenção ilegal.

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