Novos contratos de ex-chefe de gabinete de Pedro Nuno Santos sob suspeita

Administração do Porto de Leixões contratou empresa detida por sogro e mulher de Bruno Ribeiro, candidato a uma das juntas de freguesia de Penafiel, quando o ex-chefe de gabinete do ministro e líder do PS naquele concelho já era presidente daquela entidade

Nuno Araújo, líder do Partido Socialista de Penafiel e antigo chefe de gabinete de Pedro Nuno Santos que está a ser investigado por suspeitas de corrupção e tráfico de influências, adjudicou contratos a uma empresa (a Lopes, Azevedo & Filhos) que tem como sócios a mulher e o sogro de Bruno Ribeiro, escolhido como candidato socialista à Junta de Freguesia de Duas Igrejas, no concelho de Penafiel. Os dois contratos, que juntos somam mais de 126 mil euros, foram assinados pela APDL - Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, em Maio e em Outubro de 2020, quando Nuno Araújo já era presidente do conselho de administração daquela entidade e também presidente do PS de Penafiel.

Contactado pelo NOVO, Nuno Araújo remeteu explicações para a APDL, que respondeu assim: “A APDL tem um histórico de contratos celebrados com centenas de empresas para a aquisição de serviços necessários à sua atividade, conjunto no qual se insere a empresa Lopes e Azevedo. Com esta empresa foram assinados os referidos contratos na sequência de procedimentos de contratação pública com consulta prévia a três entidades ( e não ajustes directos) por terem a melhor pontuação atribuída por um júri constituído por técnicos da empresa de acordo com os critérios de adjudicação que constam dos cadernos de encargos elaborados pelos serviços.”

Questionado na qualidade de presidente da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo sobre um possível conflito de interesses na adjudicação de contratos a esta empresa, uma vez que esta é detida por familiares de um candidato a uma junta de freguesia de Penafiel e Nuno Araújo é presidente do Partido Socialista naquele concelho, a APDL respondeu que “o exercício de funções por parte do Presidente do CA da APDL está totalmente dissociado da sua atividade política, pelo que a APDL não comenta questões políticas”.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO nas bancas a 18 de Junho de 2021

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