“Não peçam ao Chega que colabore com o Governo”. Ventura reage a abertura de inquérito sobre mensagens de ódio nas forças policiais

Para o líder do Chega, “a atitude do Governo parece-nos persecutória sobre as forças policiais, a atitude de querer espezinhar toda uma classe com base na participação de mensagens em grupos privados para denegrir a sua imagem. Pior: fá-lo procurando associar estas práticas a um determinado partido que é o Chega”.



André Ventura, presidente da Chega, reagiu esta quinta-feira à notícia de que a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um inquérito para determinar se existe a prática de difusão de mensagens de ódio por parte das forças de segurança, referindo que o partido não irá colaborar com o Governo a menos que seja intimado para tal.

A IGAI vai abrir um inquérito à veracidade das notícias que referem a publicação, por agentes das forças de Segurança, de mensagens nas redes sociais com conteúdo discriminatório e que incitam ao ódio, foi ontem divulgado.

Numa nota do gabinete do ministro da Administração Interna é dito que José Luís Carneiro determinou à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) “a abertura de inquérito, imediato, para apuramento da veracidade dos indícios contidos nas notícias de hoje sobre a alegada publicação, por agentes das forças de segurança, de mensagens nas redes sociais com conteúdo discriminatório, incitadoras de ódio e violência contra determinadas pessoas”.

“O Chega é frontalmente contra quaisquer práticas de racismo, de xenofobia ou de discriminação. Queremos que todos tenham direitos e deveres mas que haja este equilíbrio saudável para ninguém esteja acima da lei. E todos, desde os políticos aos militares passando pelos polícias, devem estar nas mesmas circunstâncias”, começou por referir André Ventura no Parlamento.

Para o líder do Chega, “a atitude do Governo parece-nos persecutória sobre as forças policiais, a atitude de querer espezinhar toda uma classe com base na participação de mensagens em grupos privados para denegrir a sua imagem. Pior: fá-lo procurando associar estas práticas a um determinado partido que é o Chega”.

Referiu André Ventura que “o Chega continuará a fazer a luta que tiver de fazer pelas forças policiais, pela sua dignidade e pela injustiça, mas não podemos tolerar que o Governo, para distrair e desviar atenções dos múltiplos casos que acontecem no seu seio, querem tornar o Chega e as forças policiais o bode expiatório dos próximos meses”.

Por fim, André Ventura revelou que o partido “irá colaborar com aquilo que seja solicitado pela Justiça mas não peçam ao Chega que colabore com o Governo para dizer se os policias são próximos do partido, se as suas famílias são próximas... para irem atrás deles, para lhes suspender os salários, as carreiras e a progressão das suas vidas. Não o faremos, a menos que sejamos intimados para tal”.

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