“Não há ditadura sanitária”. Erro gramatical em t-shirts trama manifestantes anti-máscaras

Centenas de protestantes juntaram-se este domingo em Lisboa e no Porto. Nas t-shirts que usavam, em vez de “Não à ditadura sanitária” podia ler-se “Não há ditadura sanitária”, alterando por completo o sentido da frase. Fotografia do lapso tornou-se viral nas redes sociais.



Centenas de pessoas juntaram-se, no passado domingo, nas ruas de Lisboa e do Porto, para se manifestarem contra as medidas impostas para travar a propagação da covid-19, nomeadamente a utilização obrigatória de máscara ou até mesmo o certificado digital. No entanto, houve uma coisa que correu... menos bem. É que algumas t-shirts que os manifestantes em Lisboa usavam continham um erro gramatical.

Em vez de “Não à ditadura sanitária” podia ler-se “Não há ditadura sanitária”, alterando por completo o sentido da frase. A fotografia captada por José Sena Goulão, da agência Lusa, tornou-se viral nas redes sociais.

No Porto, mobilizados sobretudo nas redes sociais pelo movimento “Acorda Portugal”, recorde-se, os manifestantes concentraram-se durante a tarde, na praça de Leões, junto à Reitoria universitária, descendo até à praça Almeida Garrett, frente à Câmara Municipal, num percurso de cerca de um quilómetro.

Idêntica manifestação foi anunciada para a mesma ocasião, em Lisboa, do Terreiro do Paço à Assembleia da República.

“Saímos à rua para defender a nossa liberdade, e contestar a medida do certificado digital covid-19 assim como as medidas que constantemente têm vindo a atropelar a nossa Constituição”, proclamou o movimento na convocatória dos protestos.

O “Acorda Portugal” diz-se um grupo de cidadãos “sem qualquer ligação a partidos políticos” e reclama ter juntado, em apenas dois dias, 10 mil pessoas num grupo de redes sociais”.

No protesto do Porto, os manifestantes empunhavam cartazes com frases como “liberdade, sim; segregação e opressão, não” ou “livres - não voltar atrás”.

Falando perante os manifestantes, Cátia Moura, do movimento “Acorda Portugal”, afirmou que “o que o que está em causa é a liberdade”, não concordando “com medidas completamente opressivas e absurdas”. “Não vão abafar a nossa Constituição”, acrescentou. E a plateia respondeu em coro: “Nunca!”.

O Governo declarou na quinta-feira 90 concelhos em risco elevado ou muito elevado de incidência de covid-19, ficando sujeitos a medidas mais restritivas, inclusive dever de recolhimento entre as 23h00 e as 05h00.

Estes concelhos estão sujeitos a outras medidas restritivas para controlar a pandemia, mas diferenciadas consoante o nível de risco, nomeadamente nos horários do comércio e restauração.

Entre as regras para os concelhos de risco muito elevado estão o teletrabalho obrigatório quando as funções o permitam e a possibilidade de os restaurantes funcionarem até às 22h30 (no interior com o máximo de quatro pessoas por grupo e em esplanadas com o máximo de seis pessoas por grupo), com a particularidade de que às sextas-feiras a partir das 19h00 e aos sábados, domingos e feriados durante todo o horário de funcionamento o acesso a restaurantes para serviço de refeições no interior está permitido apenas aos portadores de certificado digital ou teste negativo.

Espectáculos culturais até às 22h30, ginásios sem aulas de grupo, casamentos e baptizados com 25% da lotação, funcionamento de comércio a retalho alimentar até às 21h00 durante a semana e até às 19h00 ao fim-de-semana e feriados, e comércio a retalho não alimentar até às 21h00 durante a semana e até às 15h30 ao fim-de-semana e feriados são outras imposições.

Com Lusa

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