Movimento Zero. Momento de tensão entre manifestantes e polícias durante manifestação

Protesto de polícias abandonou parlamento e dirigiu-se para o MAI apesar de não ter autorização. Quando voltou para trás, manifestantes foram barrados pelo Corpo de Intervenção.



Elementos das forças de segurança pertencentes ao Movimento Zero, movimento social inorgânico criado em Maio de 2019 por elementos da PSP e da GNR, procuraram mudar o local da manifestação desta segunda-feira, mas a ideia acabou por não se concretizar.

A concentração estava apenas marcada para o parlamento, onde foi reforçado o policiamento, mas a liderança do Movimento Zero anunciou ao princípio da tarde que ia deslocar o protesto para o Ministério da Administração Interna, na praça do Comércio, apesar de não ter autorização.

O percurso foi iniciado pela avenida D. Carlos I, onde o trânsito não tinha sido previamente cortado, o que levou a fortes perturbações de circulação. Já junto à avenida 24 de Julho, o protesto iniciou o caminho de retorno para a Assembleia da República, onde permanecia cerca das 16h00 e onde foi montado um cordão de segurança por elementos da PSP.

No regresso ao parlamento, o protesto ainda tentou subir a calçada da Estrela, mas foi barrado por elementos do Corpo de Intervenção pelas equipas de intervenção permanente. Os manifestantes que tinham vestido polos de serviço retiraram-nos entretanto, voltando a usar as camisolas pretas ou brancas do Movimento Zero. A escadaria do parlamento e zonas laterais da Assembleia da República foram protegidas com gradeamentos de metal e blocos.

Com o lema “Hora de agir - unidos somos a tempestade que os atormenta!”, os elementos das forças de segurança exigem a atribuição do subsídio de risco que o Governo prometeu até ao final do mês de Junho e a actualização dos índices remuneratórios das tabelas salariais.

Nesta concentração, estão ainda presentes alguns dirigentes dos sindicatos menos representativos da PSP.

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