Ministério Público investiga corrupção em caso de doping de Pedro Gonçalves

Denúncias enviadas à PGR acusam o agente do jogador de ter subornado dirigentes da Autoridade Antidopagem de Portugal e do Colégio Disciplinar Antidopagem para Pote não ser suspenso preventivamente. O objectivo seria não impedir a transferência do jogador do Famalicão para um clube maior. Processo disciplinar só foi arquivado quando o atleta de 22 anos já levava nove golos e tinha valido seis pontos ao Sporting no campeonato.

O Ministério Público (MP) está a investigar suspeitas de corrupção num caso de doping de Pedro Gonçalves, jogador do Sporting, tendo por base duas denúncias, datadas de Dezembro de 2020 e Janeiro de 2021. Em causa está um alegado esquema montado para que o melhor marcador do último campeonato não fosse suspenso preventivamente depois de ter testado positivo num controlo anti-doping no fim de um jogo entre o Tondela e o Famalicão, a 5 de Julho do ano passado. O suposto plano teria como objectivo não inviabilizar a transferência do futebolista para um clube de maior dimensão. Pedro Gonçalves assinou pelo actual campeão nacional a 18 de Agosto de 2020, a troco de 6,5 milhões de euros - o emblema famalicense ficou com 50% de uma futura venda.

As denúncias enviadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao juiz Carlos Alexandre, e às quais o NOVO teve acesso, acusam o empresário do futebolista - que Pedro Gonçalves assume ser Jorge Pires - de ter oferecido um total de 80 mil euros para tentar arrastar o processo, que acabaria arquivado no final de Novembro de 2020 pelo Colégio Disciplinar Antidopagem (CDA) da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), numa altura em que o internacional sub-21 já representava o Sporting e brilhava no campeonato. Segundo as denúncias, 30 mil euros em dinheiro terão sido recebidos e divididos por Manuel Brito, presidente da ADoP, e António Júlio Nunes, director-executivo desta organização nacional antidopagem, através de um amigo deste último, ligado ao futebol. Outros 50 mil euros terão sido alegadamente pagos a Rui Alves, chefe da divisão jurídica da ADoP, a José Fanha Vieira, juiz do CDA, e a Luís Horta, membro deste órgão decisor, médico e ex-presidente do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD), actual ADoP.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO, nas bancas a 28 de Maio de 2021

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