Médicos alertam: “é inevitável que o tom da reivindicação endureça”

Federação Nacional dos Médicos admite que estes profissionais de saúde também podem avançar para a greve, tal como os enfermeiros.



A Federação Nacional dos Médicos reúne-se, esta quarta-feira, para debater o que consideram ser os problemas que afectam estes profissionais de saúde e a marcação de uma greve é uma possibilidade. “É inevitável que o tom da reivindicação endureça, disse o presidente deste organismo que reúne três sindicados, assumindo que “a greve é algo, obviamente, que está sempre em cima da mesa”.

Nas declarações à TSF, o sindicalista explicou que “se não surgiram estas medidas até agora foi por uma responsabilidade auto-imposta pelos médicos num período difícil Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, provocado pela pandemia de covid-19. “Mas tudo tem o seu tempo e, chegados a esta altura, os médicos acabam por nos transmitir a necessidade de lutar pelos seus direitos”, acrescentou.

Já na terça-feira, a FNAM tinha criticado as medidas anunciadas na proposta do Orçamento do Estado para 2022, considerando que as mesmas “não são proporcionais” às necessidades do SNS e criticando o que está previsto relativamente à questão das horas extraordinárias.

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