Marcelo defende que Forças Armadas são insubstituíveis e não um “luxo do presente”

Marcelo Rebelo de Sousa discursava na cerimónia de entrega das espadas aos novos oficiais do Exército, na Academia Militar, no destacamento da Amadora, em Lisboa.



O Presidente da República defendeu esta terça-feira que as Forças Armadas são insubstituíveis para construir a paz, papel que todos deveriam compreender, negando que estas sejam um “pergaminho do passado” ou um “luxo do presente”.

Marcelo Rebelo de Sousa discursava na cerimónia de entrega das espadas aos novos oficiais do Exército, na Academia Militar, no destacamento da Amadora, em Lisboa.

Falando para os 39 novos oficiais do Exército, Marcelo salientou que a caminhada destes militares é iniciada “em tempo de guerra”, que “não é apenas europeia, mas é uma verdadeira guerra global”.

“Tempo em que todos entendem, ou deviam entender como nunca, porque é que tão insubstituíveis são as Forças Armadas. Para fazerem a paz, para evitarem a guerra”, defendeu.

O comandante supremo das Forças Armadas sublinhou que “de cada vez que cada mulher ou homem, por esse mundo fora, sente na sua pele a subida dos preços, o custo da energia, a situação dos bens alimentares, é impossível não entender que, além de tudo o resto, é a guerra que agrava as suas condições de vida”.

“A urgência de construir a paz torna cada vez mais evidente o papel único das Forças Armadas. Elas não são um pergaminho do passado, elas não são um resquício da tradição, elas não são um luxo do presente. Elas não são um encargo dispensável do futuro”, salientou.

O chefe do Estado destacou a importância das Forças Armadas para a construção da paz.

“Para evitarem as guerras, todas elas, e em particular as mais chocantes na violação dos princípios do direito entre as nações. Para as travarem depois de desencadeadas, para construírem a paz e, ao mesmo tempo, para proporcionarem a sua experiência no contacto com o povo no território nacional, em especial em momentos de maiores provações – para tudo isso, as Forças Armadas são insubstituíveis”, vincou.

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