Lisboa e Braga entre os quatro concelhos que não avançam no desconfinamento. Há dez em alerta

Não há concelhos a regredir no processo de desconfinamento. Albufeira, Alcanena, Arruda dos Vinhos, Cascais, Loulé, Paredes de Coura, Santarém, Sertã, Sesimbra e Sintra em situação de alerta devido à covid-19.



Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra são os quatro concelhos que não vão avançar no processo de desconfinamento a partir de 14 de Junho, mas não há concelhos a regredir devido à covid-19, adiantou esta quarta-feira a ministra do Estado e da Presidência Mariana Vieira da Silva.

Há dez concelhos que estão em alerta: Albufeira, Alcanena, Arruda dos Vinhos, Cascais, Loulé, Paredes de Coura, Santarém, Sertã, Sesimbra e Sintra. “Acrescem como fonte de preocupação aos quatro concelhos que não vão avançar no desconfinamento”, disse a ministra.

Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra continuam com a obrigatoriedade de teletrabalho, mas no resto do território nacional deixa de existir essa obrigatoriedade.

“O Rt está em 1,08 em Portugal continental. Temos ainda uma incidência positiva em valores baixos, mas o valor do R já está acima de 1 há umas semanas. Tem tido oscilações, mas tem-se mantido razoavelmente estável”, sublinhou ainda Mariana Vieira da Silva.

Para todos os concelhos, à excepção dos quatro que não avançam no desconfinamento, o retalho alimentar volta ao horário normal a partir de 14 de Junho. Já os restaurantes passam a encerrar à 1h00, assim como os equipamentos culturais. A prática desportiva pode ter público, com os desportos amadores a terem lugares marcados e lotação de 33%.

No que diz respeito aos transportes públicos, haverá lotação máxima de dois terços com lugares em pé (total se os passageiros forem sentados) e passa a ser necessária a testagem nas empresas com mais de 150 trabalhadores no mesmo posto de trabalho. No que toca aos eventos familiares, só podem ser realizados com 50% da lotação.

Testes passam a ser obrigatórios para eventos desportivos, culturais e familiares
O Governo anunciou que vai passar a ser obrigatório fazer testes de diagnóstico à covid-19 para se ter acesso a eventos desportivos, culturais e familiares, incluindo casamentos e baptizados.

“Há uma alteração no que diz respeito à estratégia de testagem e são incluídas duas novas regras. A primeira diz respeito à necessidade de testagem de empresas com mais de 150 trabalhadores no mesmo posto de trabalho”, disse Mariana Vieira da Silva.

A ministra explicou que essas empresas, por determinação da autoridade de saúde, passam, à semelhança do que acontece neste momento na agricultura e na construção civil, a fazer testes aos seus trabalhadores.

Mariana Vieira da Silva precisou que o custo dos testes será suportado pelas empresas e que esta exigência de testagem “depende da determinação da autoridade de saúde que determinará os territórios em que, dado o nível de incidência, evolução ou crescimento, faz sentido, que este controlo seja feito”.

Governo prolonga situação de calamidade até 27 de Junho
O Governo decidiu prolongar esta quarta-feira a situação de calamidade em Portugal continental até 27 de Junho, no âmbito do combate à pandemia da covid-19.

“O Conselho de Ministros aprovou a resolução que declara a situação de calamidade em todo o território nacional continental até às 23h59 do dia 27 de Junho”, afirmou Mariana Vieira da Silva, na conferencia de imprensa realizada após o Conselho de Ministros.

A situação de calamidade, nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Protecção Civil, entrou em vigor a 1 de Maio e tem sido renovada quinzenalmente.

A actual situação de calamidade termina às 23h59 de domingo.

Com Lusa

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