Justiça argentina pede extradição de António Ramalho

Procurador argentino considera que actual presidente do Novo Banco e outros três ex-responsáveis da CP devem ser responsabilizados criminalmente por terem vendido “comboios-sucata” a Buenos Aires.



Federico Delgado é um dos mais conhecidos procuradores argentinos e uma das vozes mais activas no combate à corrupção. O homem que esteve na dianteira de investigações às offshores do ex-presidente argentino Mauricio Macri, aos Panama Papers ou ao escândalo da reestruturação da dívida externa argentina é também o homem que reivindica que António Ramalho, actual presidente do Novo Banco, deve ser interrogado e pronunciado. Em causa está a venda de comboios a Buenos Aires a preços exorbitantes, durante o período em que Ramalho foi presidente da CP – Comboios de Portugal (antes Caminhos de Ferro Portugueses).

No processo argentino que levou à prisão preventiva de Ricardo Jaime, ex-secretário de Estado dos Transportes de Néstor e de Cristina Kirchner, acusado de corrupção e administração fraudulenta devido a milhões desviados da aquisição destes comboios, o procurador diz que se alguém lucrou com a compra de “carruagens e locomotivas-sucata” foi porque responsáveis da empresa portuguesa aceitaram vender “ferro-velho” com altas margens de lucro. E, como tal, também deveriam ser responsabilizados criminalmente. “Fica claro que todos os signatários dos contratos chegaram a um acordo paralelo de envio de material em péssimas condições, por quantias de dinheiro que não reflectiam tal circunstância”, acusa o procurador Federico Delgado num despacho judicial a que o NOVO acedeu.

Leia o artigo na íntegra na edição impressa do NOVO, nas bancas a 23 de Abril de 2021.

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