Já morreram 88 pessoas em meio aquático. É um recorde dos últimos cinco anos

Números da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) indicam que este ano, até 31 de Julho, foram registadas 88 mortes em meio aquático – um recorde dos últimos cinco anos. Dados preocupam a federação, que pede ao Governo uma revisão da legislação que regula o sector.



Só este ano já morreram, em Portugal, 88 pessoas em meio aquático. Este é, segundo o Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS), o número mais elevado para os primeiros sete meses do ano desde 2017, altura em que a entidade começou a reunir estatísticas.

Destes óbitos, 35 ocorreram em mar, 31 em rio, oito em poços, seis em barragens e três em piscinas domésticas, revela o comunicado, citado pela agência Lusa.

Comparativamente aos anos anteriores, nos primeiros sete meses de 2021 foram registadas 62 mortes, enquanto em 2020 e 2019 foram contabilizados 57 óbitos. Em 2018, esse valor foi de 66 e, em 2017, de 71.

Em meados de Julho, o Observatório do Afogamento já tinha revelado uma análise relativa ao primeiro semestre, de acordo com a qual as vítimas são sobretudo homens (72,1%) e as mortes verificam-se em locais não vigiados (97,15%).

A entidade apontou também para um aumento de óbitos nas camadas mais jovens, até aos 24 anos, e para o facto de a maioria das vítimas mortais estar a tomar banho ou a passear junto à água quando se deu a tragédia. “Num momento em que se está a registar uma enorme dificuldade na contratação de nadadores-salvadores, e num momento em que as temperaturas vão subir, estas conclusões preocupam a FEPONS, que apela à classe política para uma urgente revisão da legislação deste sector”, alerta ainda.

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