Há alunos sem manuais escolares há um mês

Editoras estão convictas que os atrasos na impressão e distribuição vão estar resolvidos “muito em breve” e apontam o dedo ao prolongamento do ano lectivo anterior.



“Duas a três semanas” são insuficientes para imprimir e distribuir os manuais escolares que chegam “a mais de 600 mil famílias através de milhares de pontos de venda”, reclamam as editoras, numa altura em que ainda há alunos sem o material necessário para estudar. Citada pelo Público, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) garante que os casos serão “em menor número” e está convicta que o problema estará solucionado “muito em breve”.

Na base, como já vinha a alertar desde meados de Agosto, a APEL esclarece que o prolongamento do ano lectivo anterior em duas semanas, motivado pela pandemia - e o consequente atraso na emissão dos vouchers que garantem a gratuitidade dos manuais gratuitos - atrasou, por sua vez, a impressão e a distribuição dos livros em determinados anos de escolaridade. Por sua vez, o Ministério da Educação de Tiago Brandão Rodrigues desvaloriza, garantindo que o “processo decorreu com normalidade”.

Este ano, o início da distribuição dos cupões que desde 2019 tornou os manuais escolares gratuitos para a generalidade dos alunos ficou marcado para 16 de Agosto para os anos de continuidade - 6.º, 8.º, 9.º, 11.º e 12.º - e para 23 do mesmo mês para os anos de início de ciclo de escolaridade.

A 23 de Setembro, segundo os últimos dados da tutela, 80% dos vouchers já tinham sido levantados. Um mês depois do arranque das aulas, a taxa ainda não atingiu os expectáveis 100%.

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