Graça Freitas defende que durante este Inverno “será de muito bom tom andar com máscara”

Decisão de acabar com uso obrigatório de máscara na rua cabe à Assembleia da República, mas directora-geral da Saúde avisa que, obrigatório ou não, esta deve ser usada em ajuntamentos.



Portugal atingiu este domingo a meta de 85% da população vacinada com uma dose. Em entrevista à SIC, a directora-geral da Saúde destacou esta conquista, mas lembrou que durante o Inverno será “de muito bom tom andar sempre com a máscara”.

“Hoje [domingo] é de facto um dia importante para todos nós. 85% da população portuguesa tem uma dose da vacina e esse é um resultado de que devemos todos, enquanto povo, estar bastante orgulhoso”, disse Graça Freitas, que atribuiu parte do sucesso à coordenação do vice-almirante Gouveia e Melo.

“O senhor vice-almirante tem um papel importante como coordenador da task force, está à beira de cumprir uma missão que foi muito importante para o nosso país e é isso que nós devemos pensar”, referiu.

Sobre o fim da obrigatoriedade do uso de máscara na rua, a directora-geral da DGS afirmou que, no seu entender, há condições para avançar com a medida, mas lembrou que esta decisão cabe à Assembleia da República.

“A opinião da DGS é que, com 85% da vacinação, com o que os estudos indicam e no exterior – não tendo essa capacidade de concentrar aerossóis – será uma medida positiva (...) Mas há excepções: é que mesmo ao ar livre, de vez em quando, nós temos ajuntamentos. Creio que, ainda durante este Inverno e durante mais algum tempo, é de muito tom andarmos sempre com uma máscara”, disse.

A lei que torna obrigatório o uso da máscara na rua sempre que não é possível manter o distanciamento físico caduca no dia 12 de Setembro, não havendo ainda uma decisão sobre se será prolongada.

Terceira dose? “Temos de ver o que é que a ciência nos vai dizendo”

Sobre a possibilidade de ser necessária uma terceira dose, Graça Freitas disse: “temos de ver o que é que a ciência nos vai dizendo, como é que é o comportamento da imunidade ao longo do tempo. Nós sempre dissemos que uma das grandes incógnitas da vacinação era não sabermos quanto tempo é que a imunidade durava. E portanto é essa observação é que está a ser feita, em diferentes populações, diferentes grupos etários, com diferentes patologias”.

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