Governo decreta dia de luto nacional pela morte de Paula Rego

Primeiro-ministro destaca “qualidade excepcional” da artista, que morreu, esta quarta-feira, aos 87 anos.



O Governo decidiu decretar um dia de luto nacional pela morte de Paula Rego, que morreu, esta quarta-feira, aos 87 anos, informou o primeiro-ministro numa nota divulgada pelo gabinete.

“O Governo decidiu decretar um Dia de Luto Nacional em homenagem à pintora Paula Rego”, refere a nota, destacando a “qualidade excepcional” da artista.

“As suas pinturas, desenhos e gravuras encerram imagens poderosas que ficarão sempre connosco e com as gerações por vir. Aos seus familiares e amigos, o primeiro-ministro apresenta as mais sentidas condolências”, pode ler-se no texto.

António Costa recorda ainda que Paula Rego nasceu “durante a ditadura salazarista” e “fez a sua formação artística em Londres, onde residiu grande parte da vida, mantendo sempre intacta a ligação a Portugal”.

“A sua obra alimenta-se de referências e memórias portuguesas, como os contos populares ou a literatura de Eça de Queirós, e Paula Rego foi uma artista atenta à nossa realidade social. Autora de um universo figurativo singular, as suas obras não se parecem com mais nada do que com Paula Rego”, salienta.

Paula Rego estudou nos anos 60 na Slade School of Art, em Londres, onde passou a viver definitivamente a partir da década de 70, visitando Portugal com regularidade. Em 2009 foi inaugurada em Cascais a Casa das Histórias, que acolhe parte da sua obra.

Entre os prémios que recebeu ao longo da sua carreira, destaque para o Prémio Turner em 1989 e o Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso em 2013. Em 2010, Paula Rego recebeu da Rainha Isabel II a Ordem do Império Britânico com o grau de oficial, devido à sua contribuição para as artes.

Em 2019 foi agraciada com a Medalha de Mérito Cultural do Governo português.

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