Duarte Lima sujeito a apresentações periódicas às autoridades

Esta medida de coação junta-se ao termo de identidade e residência que o antigo deputado tinha na condição de arguido do processo associado ao homicídio de Rosalina Ribeiro.



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Duarte Lima foi sujeito esta sexta-feira a apresentações periódicas às autoridades enquanto irá aguardar pelo julgamento pelo caso de homicídio de Rosalina Ribeiro, depois do Ministério Público ter sugerido um agravamento das medidas de coação.

Esta medida foi adiantada pelo Conselho Superior da Magistratura, depois da indicação por parte da Comarca de Lisboa Oeste. De resto, esta medida de coação junta-se ao termo de identidade e residência que o antigo deputado tinha na condição de arguido deste processo.

Duarte Lima protagonizou esta quinta-feira um episódio muito semelhante àquele que viveu João Vale e Azevedo, ex-presidente do SL Benfica. Ao fim de três anos e meio detido na prisão da Carregueira, o ex-deputado estava a cumprir pena de prisão por burla qualificada no âmbito do caso Homeland. Tendo em conta que foi condenado a um total de seis anos e já tinha cumprido dois anos e meio neste estabelecimento prisional, Duarte Lima preparava-se para deixar a Carregueira na tarde desta quinta-feira.

No entanto, no momento em que saiu de liberdade, Duarte Lima foi imediatamente detido sendo que lhe foi apresentado um novo mandato de detenção no âmbito de um novo julgamento em que o advogado terá que se defender de uma outra acusação: um caso de homicídio em que Duarte Lima será julgado (a 23 de novembro) pelo assassinato de Rosalina Ribeiro.

Recorde-se que Duarte Lima foi acusado no Brasil pelo homicídio de Rosalina Ribeiro, secretária e companheira do milionário português Tomé Feteira.

Os factos remontam a 7 de dezembro de 2009, altura em que Rosalina Ribeiro, que tinha como advogado Duarte Lima no processo de herança de Tomé Feteira, foi morta a tiro, tendo o corpo desta sido encontrado na berma de uma estrada em Maricá, nos arredores do Rio de Janeiro.

A investigação das autoridades brasileiras sustenta que “o crime foi cometido para assegurar a vantagem de outro crime”, ou seja, “o auxílio ao desvio de valores do espólio de Lúcio Tome Feteira em prol de Rosalina Ribeiro”.

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