Detenção de Luís Filipe Vieira esteve em risco de ser abortada

A uma semana da detenção do presidente do Benfica, a megaoperação de buscas esteve em risco. Tudo devido a uma fuga de informação. Foi tudo preparado com grande secretismo, no processo em que Vieira é suspeito de desviar milhões do Benfica para pagar as dívidas das suas empresas. “Rei dos Frangos” guardava milhares de euros em casa e no carro.

A uma semana da detenção para interrogatório de Luís Filipe Vieira, a operação da Autoridade Tributária e do Ministério Público esteve em risco de não acontecer, devido a uma fuga de informação que dava conta de que o presidente do Benfica iria ser detido, noticia esta semana o NOVO Semanário.

Por essa razão, tudo foi preparado ainda com mais secretismo do que o habitual. A esmagadora maioria dos elementos da Autoridade Tributária e da PSP que fizeram as buscas só tiveram conhecimento do que iriam fazer no terreno umas horas antes, numa reunião montada às 6h da manhã desta quarta-feira, horas antes de serem detidos Luís Filipe Vieira, o seu filho Tiago Vieira, o empresário José António dos Santos e o advogado e empresário de futebolistas Bruno Macedo.

O NOVO revela em detalhe, na edição que esta sexta-feira chega às bancas, todas as suspeitas que pendem sobre Luís Filipe Vieira e como o presidente do Benfica terá usado o empresário de futebol Bruno Macedo em esquemas de transferências de jogadores que terão permitido desviar dinheiro dos encarnados para amortizar dívidas das suas empresas endividadas. E como terá usado José António dos Santos, conhecido como “Rei dos Frangos”, para reestruturar as suas dívidas pessoais junto do Novo Banco, compensando-o com uma prometida OPA sobre as acções da Benfica SAD, que viria a ser chumbada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) por suspeitas de estar a ser financiada com o “pêlo do próprio cão”. Pelo meio disso, também alguns administradores do Novo Banco estão agora sob suspeita no processo que começou em 2018, noticia o NOVO.

As operações de buscas arrastaram-se pela madrugada fora. Só na sede da Promovalor foi apreendida uma quantidade gigantesca de informação. No caso do empresário que fez fortuna com a criação de frangos, os investigadores apreenderam vários montantes em dinheiro: só no seu carro estariam guardados cerca de 200 mil euros, noticia o NOVO.

Leia o artigo na íntegra na edição do NOVO, nas bancas esta sexta-feira, 9 de Julho de 2021

$!Detenção de Luís Filipe Vieira esteve em risco de ser abortada
Ler mais
PUB