Detenção de Luís Filipe Vieira abre guerra entre o Novo Banco e o Fundo de Resolução

António Ramalho, presidente do Novo Banco, culpa o Fundo de Resolução por má venda da dívida da Imosteps, a empresa de Vieira que está no centro da investigação do Ministério Público. A acusação consta de uma carta a que o NOVO teve acesso, escrita depois da detenção do ex-presidente do Benfica e das buscas ao Novo Banco.



É um jogo de passa-culpas. O Novo Banco diz que a dívida da Imosteps - a empresa de Luís Filipe Vieira que está no centro das suspeitas do Ministério Público - só foi mal vendida por culpa do Fundo de Resolução. Esta dívida podia ter sido vendida mais cedo e ter sido vendida isoladamente, por 9,7 milhões de euros. E isso só não aconteceu porque o Fundo de Resolução (FdR), liderado por Máximo dos Santos, não autorizou. É pelo menos essa a acusação do presidente do Novo Banco, António Ramalho, numa carta enviada à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as perdas desta instituição bancária, e à qual o NOVO teve acesso.

Nessa carta, divulgada esta semana na edição do NOVO, Ramalho alega que o Novo Banco foi obrigado a vender a dívida da Imosteps em bloco, no famoso pacote Nata 2, encaixando apenas 6,6 milhões de euros, porque o Fundo de Resolução não aceitou vender a um fundo: “O Fundo de Resolução tinha o direito a retirar do perímetro certos casos que julgasse do seu interesse não serem alienados, direito de exclusão que usou para alguns casos, mas que decidiu não usar para a Imosteps, mesmo sabendo que o valor era mais baixo.”

A versão de Ramalho não é, ainda assim, compatível com a do Ministério Público, que sustenta que estas vendas só terão sido chumbadas pelo Fundo de Resolução porque já havia indícios de que o comprador - José António dos Santos, através do fundo Iberis Semper - estava ligado ao devedor.

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