Despistes causaram maioria das mortes nas estradas em 2021

Apesar de uma redução de 18% no número de vítimas mortais face a 2019, em 2021, os acidentes rodoviários ainda tiraram a vida a 389 pessoas em Portugal continental. Despistes foram a causa principal dos acidentes com mortos.



No ano de 2021 registaram-se 28 868 acidentes com vítimas, dos quais resultaram 38 mortos, 2093 feridos graves e 33 812 feridos leves, segundo o balanço anual da sinistralidade divulgado esta sexta-feira pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Estes resultados “reforçam a tendência decrescente verificada ao nível das vítimas mortais e dos feridos leves e uma estabilização dos feridos graves desde 2017”, refere o comunicado.

Os despistes foram a causa do maior número de mortos (185, 48% do total) e as colisões estiveram na origem do maior número de feridos graves (920, 44% do total).

Os atropelamentos fizeram 47 vítimas mortais (12% do total), o que representou uma redução de 20% face ao ano anterior, segundo a ANSR.

A nível distrital, as maiores diminuições no número de mortos verificaram-se nos distritos de Portalegre (menos 8 vítimas mortais, menos 67%), da Guarda (menos 6 vítimas mortais, o que significa menos 46%) e de Castelo Branco (menos 4 vítimas mortais, ou seja, menos 36%). Os maiores aumentos registaram-se em Bragança (mais 9 vítimas mortais, ou seja, mais 180%), em Braga (mais 13 vítimas mortais, mais 54%) e em Vila Real (mais 3 vítimas mortais, ou seja, mais 50%).

Quanto ao tipo de via, a maioria das vítimas ocorreu nos arruamentos, estradas municipais, estradas nacionais e regionais. As auto-estradas tiveram uma redução de 33% nas vítimas mortais (menos 16) e um aumento de 36% nos feridos graves (mais 40).

Foi nos meses de Julho, Agosto e Setembro que se registou o maior número de vítimas mortais – 144 mortos, ou seja 37% – e o maior número de feridos graves registou-se em Agosto, Setembro e Outubro – 670 feridos graves, ou seja 32%.

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