Das pedras, a Secil promete fazer vinho. Arrábida será o novo Douro?

A cimenteira, que é a 10.ª maior produtora de dióxido de carbono em Portugal, quer dar um salto energético e ambiental para garantir um lugar na serra da Arrábida até 2073. Em troca, propõe encher de vinhas os socalcos das nove pedreiras que tem activas na região. O projecto agrada aos produtores locais mas não convence os ambientalistas.



A Secil está disposta a fazer nascer vinho das pedras para que o Governo ceda na lei em vigor e permita o alargamento da exploração de calcário em pleno coração da serra da Arrábida, região de Setúbal, até 2073, conta o NOVO nesta edição de 30 de Dezembro de 2021.

A cimenteira tem viveiros de onde saem plantas que já rearborizaram áreas do Parque Natural da Arrábida. Agora propõe utilizar os socalcos das nove pedreiras que tem activas na região de Setúbal para cultivar vinhas. Se o projecto vingasse poderia surgir nas encostas da Arrábida uma espécie de novo Vale do Douro na região do Sado, que até já é sobejamente conhecida pelos bons vinhos. Mas se o projecto parece consensual entre os produtores locais, já os ambientalistas encaram com cepticismo a ideia da Secil.

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