Chefe da diplomacia portuguesa repudia expulsões. Embaixada em Moscovo continua funcional

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, lamentou decisão das autoridades russas de expulsar cinco funcionários da embaixada portuguesa em Moscovo.



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O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, lamentou e repudiou esta quinta-feira a decisão das autoridades russas de expulsar cinco funcionários da embaixada portuguesa em Moscovo.

“Portugal recebeu a notícia da expulsão de cinco funcionários da nossa embaixada em Moscovo. Repudiamos estas expulsões, porque não têm justificação, excepto por pura retaliação. Os funcionários que expulsámos da embaixada russa em Lisboa conduziam actividades que não eram adequadas ao seu estatuto à luz da Convenção de Viena [sobre Relações Diplomáticas]”, declarou o governante, em Díli.

Gomes Cravinho referiu que “os cinco funcionários expulsos de Moscovo, pelo contrário, comportaram-se sempre de forma impecável face às suas obrigações no âmbito da Convenção de Viena” e salientou que a embaixada de Portugal em Moscovo “se mantém funcional”.

O chefe da diplomacia portuguesa referiu que “o Governo russo fez um comunicado em que indica que houve uma atitude inamistosa por parte de Portugal”, justificação que rejeitou.

“A atitude não foi inamistosa, a atitude foi simplesmente de considerar que funcionários da embaixada russa em Lisboa que estão com estatuto diplomático e, portanto, estão sob as regras da Convenção de Viena, têm de se comportar de acordo com essas regras. Quando não é o caso, Portugal naturalmente que tem o direito de expulsar”, contrapôs.

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