Caso Cabrita. Chefe de segurança disse não ter noção da velocidade a que seguia comitiva

Nuno Dias, da PSP e chefe de segurança de alta entidade, defendeu não ter noção da velocidade a que circulava a comitiva aquando do atropelamento mortal na A6, acrescentando que a mesma é “adequada a cada missão, ao momento e ao local”.



O chefe de segurança pessoal do ex-ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita declarou, no âmbito do inquérito sobre o atropelamento mortal na A6 envolvendo a viatura oficial do antigo MAI, desconhecer a velocidade a que circulavam os veículos da comitiva do ex-governante, que vai ser constituído arguido.

Segundo os autos do processo, consultados pela agência Lusa, Nuno Dias, da PSP e chefe de segurança de alta entidade, cuja constituição como arguido foi também determinada pelo Ministério Público (MP), foi inquirido como testemunha em 25 de Junho do ano passado. Então explicou que a velocidade é “adequada a cada missão, ao momento e ao local”, mas disse não ter noção da velocidade a que os veículos circulavam.

A 18 de Junho de 2021, quando ocorreu o acidente que envolveu o atropelamento mortal de Nuno Santos, funcionário de uma empresa que efectuava trabalhos de manutenção na auto-estrada 6 (A6), no sentido Estremoz-Évora, a comitiva do então ministro da Administração Interna (MAI) era constituída por três viaturas, seguindo Eduardo Cabrita na primeira delas. Nuno Dias seguia na viatura imediatamente atrás do automóvel do então MAI e declarou que foi ele a accionar os meios de socorro para o local do atropelamento.

O ex-ministro Eduardo Cabrita e o “responsável pela segurança da comitiva” vão ser constituídos arguidos por despacho do director do DIAP de Évora, que decidiu reabrir o inquérito. O MP decidiu esta reabertura do inquérito na sequência de um pedido de intervenção hierárquica interposto pelo advogado da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), Paulo Graça, assistente no processo.

Ler mais
PUB