Bebé de 8 dias morre em Portalegre. Ordem dos Médicos exige investigação

Recém-nascido morreu por alegada falta de socorro médico. Ordem fala em “situação muito grave” que “deve ser rapidamente investigada e esclarecida”.



Um bebé de oito dias morreu na quinta-feira de manhã, no hospital de Portalegre, depois de, segundo avançou a revista Sábado, a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do hospital não estar disponível por falta de médico para a tripular. Esta sexta-feira, a Ordem dos Médicos (OM) defendeu que a morte do recém-nascido, por “alegada falha” no socorro, deve ser “rapidamente investigada e esclarecida”, por configurar “uma situação muito grave”.

“A morte deste bebé tem de ser investigada até às últimas consequências para que todas as possíveis falhas sejam rapidamente corrigidas e a confiança da população na resposta de emergência seja restabelecida”, disse, em comunicado, o bastonário da OM, Miguel Guimarães.

Na nota, a Ordem dos Médicos aludiu às “informações vindas a público sobre a morte de um recém-nascido que acabou por ser transportado para o hospital de Portalegre pelos bombeiros sem ter sido assistido” pela VMER do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Esta situação, caso se tenha verificado, configura “uma situação muito grave e que deve ser rapidamente investigada e esclarecida”, lê-se.

VMER esteve sete horas inoperacional

A viatura médica de emergência e reanimação do hospital de Portalegre esteve, na quinta-feira, cerca de sete horas inoperacional por falta de médico, disse a directora clínica da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA).

De acordo com Vera Escoto, que falava aos jornalistas, aquela unidade hospitalar “fez todos os esforços” naquele dia para pôr a VMER operacional.

“Houve um período, entre as 09h00 e as 15h40, em que não houve médico, embora se tivessem feito todos os esforços para colmatar essa situação”, indicou.

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