Autarca quer refinaria de lítio em zona que isenta Iberdrola de custos

João Noronha, presidente da Câmara de Ribeira de Pena, mostrou interesse em ter uma refinaria no seu concelho. A ir avante, o projecto do lítio livrará de despesas empresa para a qual o autarca trabalhou: a Iberdrola.



No final do ano passado, foi noticia que dois municípios tinham manifestado disponibilidade ao Ministério do Ambiente para receberem nos seus territórios uma refinaria de lítio. Os presidentes das câmaras de Ribeira de Pena e de Vila Pouca de Aguiar terão até sugerido um espaço para o projecto, que era naquele momento ocupado por um enorme estaleiro que servia a construção da barragem do Alto Tâmega. A construção dessa barragem está a cargo da Iberdrola, que é também a empresa responsável pelas obras das barragens de Daivões e Gouvães, todas no Norte do país.

Acontece que, como o NOVO revela em detalhe na edição que esta sexta-feira chega às bancas, não só o actual presidente da Câmara de Ribeira de Pena, João Noronha, prestou serviços como advogado para a empresa de energia, como a construção de uma refinaria de lítio no espaço que agora está ocupado com a construção da barragem poderá libertar a Iberdrola de despesas extra com a requalificação paisagística daquela zona. Um parecer da Comissão de Avaliação dos Aproveitamentos Hidroeléctricos de Gouvães, Alto Tâmega e Daivões, ao qual o NOVO teve acesso, ditava que, após as conclusões dos trabalhos, todas as áreas afectadas temporariamente pelo empreendimento tinham de sofrer um “projecto de recuperação paisagística”.

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