Ascenso Simões defende Medina no Russiagate: “Lisboa merece-te”

Parlamentar socialista reagiu ao pedido de desculpas feito pelo presidente da Câmara de Lisboa relativamente aos procedimentos que levaram a autarquia a entregar às autoridades russas a informação de três manifestantes russos anti-Putin.



Depois de a Câmara Municipal de Lisboa ter entregado às autoridades russas nomes, moradas e contactos telefónicos de três manifestantes russos anti-Putin (dois deles com dupla nacionalidade, ou seja, russa e portuguesa) que participaram num protesto junto à embaixada de Moscovo em Lisboa, em Janeiro deste ano, o presidente da Câmara de Lisboa apresentou um pedido de desculpas pelo que considerou um “erro lamentável”. Esta sexta-feira, Ascenso Simões defendeu Fernando Medina e adiantou: “Lisboa merece-te”.

“Muito obrigado pela tua decência. Muito obrigado por teres dado a cara e teres pedido desculpa. Muito obrigado por não teres negado a gravidade do acontecido”, escreveu, através do Facebook, o deputado do PS.

Na quinta-feira, o presidente da Câmara de Lisboa explicou os procedimentos que levaram a autarquia a entregar às autoridades russas a informação de três manifestantes russos anti-Putin e referiu um erro que resultou de um erro burocrático.

“Quero fazer um pedido de desculpas público aos promotores da manifestação, tal como o fiz pessoalmente. Foi um erro lamentável, que não podia ter acontecido. Principalmente, porque Lisboa é um espaço de liberdade, segurança e direito à manifestação, que não carece de autorização de responsáveis”, começou por dizer numa declaração aos jornalistas. O autarca recordou igualmente que Portugal defende a libertação do opositor russo.

Como a lei obriga, recordou, quem organiza uma manifestação tem de enviar os dados - nomes e contactos - para a Câmara que, de seguida, a envia para as entidades competentes, de maneira a que estas saibam quem são os interlocutores. “Mas este não é um quadro de procedimento adequado quando estão em causa riscos para os intervenientes”, reforçou, lembrando que a Câmara já alterou os procedimentos, deixando em Abril de facultar dados dos participantes em manifestações junto a embaixadas. Mas as medidas não ficam por aqui: Medina revelou que a Câmara só irá fornecer dados de organizadores de protestos a elementos da PSP.

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