Amostras de controlo antidoping ao Benfica nunca foram analisadas porque não chegaram a tempo

A totalidade do plantel do Sport Lisboa e Benfica foi submetida a um controlo antidoping em Dezembro de 2017, mas os resultados das colheitas nunca foram conhecidos. Isto porque quando chegaram ao laboratório em Barcelona, estas já não eram válidas. O Ministério Público investigou suspeitas de atraso premeditado no transporte para que não chegassem em tempo útil.

No mesmo processo-crime em que foi investigado o desaparecimento de mais de 200 amostras biológicas de atletas portugueses entre o aeroporto de Lisboa e um laboratório belga - por suspeitas de que tinham sido roubadas com a intenção de furtar amostras de jogadores do Benfica e do Sporting, recolhidas em Dezembro de 2016, antes e depois de um dérbi -, o Ministério Público também investigou outro incidente que nunca tinha sido divulgado publicamente.

Na edição desta sexta-feira, 16 de Julho, o NOVO revela que a totalidade do plantel do Benfica foi submetida a outro controlo antidoping, pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), em Dezembro de 2017. Os resultados dessas amostras, porém, nunca foram conhecidos, porque quando chegaram ao laboratório em Barcelona tinham passado 102 horas da colheita, e estas amostras só são consideradas válidas legalmente se forem analisadas num prazo de 36 horas.

Segundo o NOVO, o misterioso atraso no transporte das malas térmicas com as amostras foi investigado pelo DIAP de Lisboa e depois pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) no mesmo processo em que foi investigado o misterioso roubo das amostras na sequência de um controlo antidoping inédito às equipas do Benfica e do Sporting. O processo acabou arquivado em Outubro de 2020, sem que se conseguisse provar, num caso, o autor do roubo; e, noutro caso, quem era responsável pelo atraso no envio das amostras. Recorde-se que no caso do roubo das amostras, o NOVO divulgou há umas semanas que seis jogadores do Benfica e seis jogadores do Sporting naquela época - entre eles Rafa Silva, Nélson Semedo e Ricardo Esgaio - tinham apresentado resultados “preocupantemente atípicos” nas suas amostras, que teriam de ser conjugadas com a análise de outros, para o passaporte biológico.

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