A escola onde todos se tratam por tu e a pandemia passa quase ao lado

No Cantinho dos Amigos, um saco de laranjas chega para compreender matemática, português e estudo do meio. Não há oferta para a procura no colégio onde fazer perguntas e exigir respostas são direitos adquiridos e o ponto de partida para a formação das crianças que, logo aos quatro meses, começam a ser preparadas para o futuro. O NOVO esteve na escola da Arrentela, na margem sul do Tejo, para aprender o bê-á-bá do modelo pedagógico da Escola Moderna.



“Aqui não há muita diversão, mas também não há pouca. É equilibrado, estás a ver?”, atira sem meias-medidas, do alto dos seus sete anos de idade, um aluno do 2.º ano, quando se apercebe da presença dos jornalistas no Cantinho dos Amigos, na Arrentela, Seixal. “Vamos aparecer na televisão?”, “Semanário porque é semanal?”, “O que é uma reportagem?”, “Estão a gostar?”: de sala em sala, as perguntas sucedem-se. “Faz parte da nossa identidade como escola. Aqui cultiva-se a curiosidade e os caminhos que percorremos para chegar às respostas”, contextualiza Isabel Jerónimo, a directora da escola que tem por base o modelo pedagógico alternativo e sociocêntrico da Escola Moderna, em que os currículos são cumpridos à risca e os ritmos de aprendizagem tidos em conta.

Com 30 anos às costas, o colégio privado, onde todos se conhecem e tratam por tu, não consegue dar à resposta à procura. Há pais que preferem, inclusivamente, esperar um ano para garantir que os filhos são ensinados segundo o método de pedagógico onde a curiosidade e as experiências exteriores ao meio escolar se articulam com os currículos tradicionais.

Um saco de laranjas para a turma é suficiente para aprender matemática, português, estudo do meio e até culinária. “Este ano, um dos alunos do 1.º ano trouxe laranjas para a sala e deu para tudo. Fizemos sumo, vimos que se partíssemos as laranjas ficávamos com metades e depois quartos, fomos pesquisar sobre a árvore... uma panóplia de novos conhecimentos que começou num simples gesto para a turma e para a professora que, como membro da comunidade, também teve direito à sua peça de fruta”, descreve, sem esconder o entusiasmo, a professora do 1º. ciclo, Lina Paulino, no âmbito da reportagem que publicamos na integra na nossa edição em papel.

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