Opinião

Sabemos quem somos e para onde vamos

O jornalismo livre é essencial para a boa governação dos países e das instituições; não é por acaso que as nações mais desenvolvidas e prósperas são aquelas que contam com uma imprensa que escrutina os poderes políticos, económicos e religiosos.

Filipe Alves


Para que servem os jornais? Para informar, esclarecer, entreter ou propagar ideias? Estimular o debate e a reflexão sobre assuntos de interesse colectivo? Contribuir de forma positiva para a mudança em áreas decisivas para o nosso futuro? Diria que os jornais servem para tudo isto. Mas devem existir, antes do mais, para servir uma determinada comunidade, seja ela composta pelos habitantes de uma aldeia ou de uma metrópole, por adeptos de desporto ou por aficionados de história antiga. Um jornal que não tem uma comunidade a quem servir não sabe porque existe; e quando desconhecemos quem somos ou porque existimos, também não sabemos para onde vamos: somos um navio sem rumo que terá como sorte encalhar numa qualquer praia rochosa.

O NOVO Semanário iniciou na passada segunda-feira uma nova fase da sua existência, passando a estar integrado no grupo Media9Par. Coube-me a honra de assumir interinamente a direcção deste projecto, juntando-me a uma equipa de bravos jornalistas e outros profissionais liderados pelo meu camarada e amigo Leonardo Ralha. E devo dizer-vos desde já que sabemos quem somos e para onde vamos.

Em primeiro lugar, a nossa comunidade é composta por todas as pessoas em Portugal e nos outros países lusófonos que se interessam por política, economia, sociedade e lifestyle, sem prejuízo de outros temas que apelam a um público plural e diverso, como sustentabilidade, inclusão social e digitalização.

O NOVO Semanário existe para informar esta comunidade de leitores, parceiros e anunciantes com jornalismo independente, rigoroso e isento, contribuindo positivamente para o desenvolvimento das nossas sociedades. O jornalismo livre é essencial para a boa governação dos países e das instituições; não é por acaso que as nações mais desenvolvidas e prósperas são aquelas que contam com uma imprensa que escrutina os poderes políticos, económicos e religiosos. Vemos, claro, muito mau jornalismo nas sociedades modernas, mas não é possível apontar uma única onde não existam meios de comunicação social livres. Por contraste, o que têm em comum as ditaduras, as autocracias e os países mais atrasados? Entre outras coisas, não têm uma imprensa livre.

No NOVO estamos conscientes do nosso papel e tudo faremos para estar à altura da missão que nos foi confiada. Somos seres humanos de carne e osso, com os nossos valores e formas de ver o mundo, que se reflectem na maneira como fazemos jornalismo. Partilhamos os valores de uma sociedade democrática e inclusiva que promova o mérito individual e defenda a dignidade das pessoas independentemente da sua origem, etnia, religião ou orientação. Mas não acreditamos em jornalismo de esquerda ou de direita, ou que exista para outra coisa que não seja procurar servir a sua comunidade com independência e isenção. Em suma, acreditamos no jornalismo.

PUB