Opinião

O voto útil é
#contraopaíscom
medodagentelivre

Ana Pedrosa-Augusto


Portugal tem hoje, como é evidente, um défice claro de investimento. De norte a sul, continente e ilhas, isto é manifesto por esses municípios fora. Em muitos casos, a definição usada do que sejam os alicerces sustentados e saudáveis do futuro, se alguma, é redutora, curta ou simplesmente errada.

Continuamos sem garantia das funções essenciais do Estado, como saúde, educação, justiça ou segurança. Não temos obra duradoura, não conseguimos garantir o mérito a quem o merece, não há criação de ambiente propício ao Valor.

Pior, as pessoas que já têm que viver com estas terríveis falhas a procurar colmatá-las como podem, são assediadas com o confisco do Estado e seu assalto permanente (é ver a inacreditável discussão do englobamento dos rendimentos prediais no IRS).

Que maçada que estas pessoas são. Pagam todos os impostos para suportar os fundos necessários às políticas de pobreza, mas depois reclamam. Discordam. Apresentam alternativas.

E aqui entra a receita fácil do Governo: fabricar um inimigo, e gritar muito muito contra ele. O inimigo: os privados. Essas malvadas pessoas, singulares ou coletivas, que têm iniciativa, que “oprimem” e, na verdade, acabam com o seu eleitorado. Há, por isso, que lhes fazer tiro ao alvo.

Assim, controlando o discurso mediático, fabricando a notícia, manipulando, direta ou indiretamente, a máquina da imprensa, propaga-se o temor, a inveja, o erro, a desinformação.

Quero duvidar deste tão grande ódio de governantes às pessoas, às empresas e à iniciativa privada. Quero mesmo. É que de certeza que já terão percebido que até eles precisam delas. Para, repito, pagar (por enquanto) a espiral de pobreza em que estamos; para não ter os trabalhadores dessas empresas na rua a perceber que é o Estado que contribui para o fim dos seus postos de trabalho; para, no final da governação, haver um lugar disponível num qualquer conselho de administração que o aceite.

Parece que a bazuca fez esquecer esta necessidade. Mas por mais que o recitem à exaustão em toda e qualquer localidade em propaganda eleitoral, bazuca não é igual a investimento. Aliás, está no nome do próprio programa: bazuca é recuperação e resiliência. É tentar sarar a gigante ferida aberta pela pandemia. Não mais.

E nós precisamos desesperadamente de mais. Precisamos de Crescimento. De Oportunidades. Do Mérito. Da Ambição. Sem isso, continuaremos medíocres e o nosso caminho para a autodestruição de valor não será travado.

Pior, propagar-se-á o medo da liberdade e a normalização do pensamento único.

Por isso, no próximo dia 26, se há voto útil, seja onde for, é naqueles que atuam em prol da liberdade. DA Liberdade, e não da palavra de que uns quantos se quiseram apropriar. Em Lisboa, atual espelho do governo, esse voto útil está na Iniciativa Liberal.

Só assim poderemos continuar a lutar contra o país com medo da gente livre.

Esse é o meu apelo: lutar #contraopaíscommedodagentelivre

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